October 25, 2017 / 9:17 AM / 7 months ago

Governo quer retomar imediatamente negociações para reforma da Previdência, diz Padilha

Por Lisandra Paraguassu

Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília 07/07/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - O governo planeja retomar ainda nesta semana as negociações sobre a reforma da Previdência, e tentar colocar o tema em pauta nas próximas semanas de forma a garantir votação na Câmara neste ano, afirmou na noite de terça-feira o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

“O governo quer ter essa condição (de votar esse ano). Claro que depende a partir de agora da disposição da mesa da Câmara, o presidente Rodrigo Maia vai conduzir esse processo”, disse Padilha ao sair de um jantar na casa do deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) com a presença do presidente Michel Temer.

Padilha admitiu, como já tinha feito o próprio presidente, que o governo pode não votar a reforma completa, como gostaria, mas defendeu a aprovação de uma reforma “possível”.

“Tem que se fazer a ideal. Não se fazendo a ideal, tem que se fazer a possível. Essa nós vamos discutir com a Câmara. O Parlamento vai dizer qual é a possível. Nós temos um ponto de partida, que é o relatório do deputado Arthur Maia”, afirmou o ministro.

O governo já admite votar apenas os pontos centrais da reforma: idade mínima, regra de transição e equiparação entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.

Mesmo entre parlamentares governistas a votação da reforma este ano é vista como dúvida, especialmente pela indicação de que a base de apoio a Temer diminuiu consideravelmente após a apresentação de denúncias pela Procuradoria-Geral da República contra Temer.

Mesmo que consiga 270 votos na votação da segunda denúncia na Câmara nesta quarta-feira, como prevê o governo, este número fica muito abaixo dos 308 necessários para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição — caso da reforma da Previdência.

Padilha, no entanto, afirma que a correlação entre os números não pode ser feita.

“Vamos ter deputados que votam agora com uma determinada característica e depois os que votam com outra característica. Devemos ter bancadas divididas agora e que nas reformas votarão na plenitude ou semiplenitude com o governo”, disse.

Reportagem de Lisandra Paraguassu

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