November 24, 2017 / 9:19 PM / 9 months ago

Em alegações finais ao STF, PGR pede condenação de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo

BRASÍLIA (Reuters) - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu, em alegações finais entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, a condenação da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT), de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, e do empresário Ernesto Rodrigues.

Senadora Gleisi Hoffmann durante reunião em Brasília 20/6/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

A procuradora pede ainda a perda da função pública aos réus que detém cargo público.

Para a procuradora, os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro foram “devidamente comprovados” na instrução da ação penal que apura suposto pagamento de propina no valor de 1 milhão de reais para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010 em esquema envolvendo a Petrobras.

Dodge também pede que os réus paguem, a título de reparação de “danos materiais e morais causados por suas condutas”, 4 milhões de reais.

“Portanto, conforme já pleiteado na peça acusatória, levando-se em consideração o montante aceito e recebido pelos denunciados, a dignidade do cargo que ocupam, o reflexo do ato espúrio no âmbito interno e internacional, a envergadura dos atores das condutas espúrias, a procuradora-geral da República requer, como já solicitado no bojo da peça acusatória, que os denunciados sejam condenados à indenização por danos”, diz a procuradora nas alegações finais.

Em nota, o advogado Rodrigo Mudrovitsch, que representa Gleisi, disse que a acusação contra a petista se baseou em três depoimentos conflitantes de delatores.

“Ao longo do processo, foram apresentados documentos, prestados testemunhos e ouvidos outros colaboradores que refutaram veementemente a acusação”, afirma Mudrovitsch na nota.

“Certa de que os fatos foram integralmente esclarecidos ao longo da instrução, a senadora Gleisi Hoffmann apresentará as suas alegações finais confiando em sua absolvição através de um julgamento técnico por parte do Supremo Tribunal Federal.”

Por Maria Carolina Marcello

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