January 4, 2018 / 10:21 AM / 9 months ago

Paul Manafort, ex-gerente de campanha de Trump, processa procurador que investiga laços com Rússia

WASHINGTON (Reuters) - Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, processou o procurador especial Robert Mueller, na quarta-feira, alegando que a investigação sobre um possível conluio entre a campanha de Trump e a Rússia liderada por ele ultrapassa sua autoridade legal.

Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião em Manhattan, Nova York 17/08/2016 REUTERS/Carlo Allegri

A ação civil pode ser o primeiro teste legal da abrangência da atuação de Mueller, uma questão crítica para suas investigações sobre os negócios financeiros, imobiliários e de outros tipos de Manafort e outras pessoas.

Pelos termos da ordem emitida pelo vice-secretário de Justiça dos Estados Unidos, Rod Rosenstein, ao indicar Mueller em maio, o procurador especial pode não somente apurar ligações ou uma coordenação entre a campanha de Trump e a Rússia, mas também averiguar “quaisquer questões que vieram à tona ou possam vir à tona diretamente” da investigação.A equipe de Mueller indiciou Manafort e seu parceiro de negócios, Rick Gates, em outubro devido a acusações como conspiração para lavar dinheiro, conspiração contra os EUA e omissão por não se registrarem como agentes estrangeiros do ex-governo pró-Moscou da Ucrânia.A ação civil de Manafort, registrada em um tribunal do distrito de Columbia, acusa Rosenstein de exceder sua autoridade legal “para conceder ao senhor Mueller carta branca para investigar e apresentar acusações criminais ligadas a qualquer coisa com que ele se depare”.Além dos indiciamentos de Manafort e Gates, o escritório de Mueller obteve confissões de culpa de Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional de Trump, e de George Papadopoulos, ex-assistente de campanha, por mentirem ao FBI.Os dois casos, ao contrário do indiciamento de Manafort, se relacionam às comunicações de Flynn e Papadopoulos com russos durante seu trabalho para a campanha de Trump.O indiciamento de Manafort não se referiu a nenhuma atividade relacionada ao seu trabalho com a campanha presidencial de Trump de 2016, e a ação civil pediu à corte que “descarte todas as ações” adotadas até agora contra ele.Uma porta-voz do Departamento de Justiça classificou a ação civil de “frívola”, mas acrescentou que Manafort “tem direito de propor a demanda que quiser”.Um porta-voz do escritório de Mueller não quis comentar. Trump negou o conluio com a Rússia, e Moscou negou ter interferido na campanha norte-americana de 2016.

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