January 9, 2018 / 1:34 PM / a month ago

Irã frustrou tentativa estrangeira de usar protestos para derrubar regime, diz Khamenei

Por Babak Dehghanpisheh

BEIRUTE (Reuters) - O Irã frustrou tentativas de inimigos estrangeiros de tornar protestos legítimos em uma insurgência para derrubar a República Islâmica, disse nesta terça-feira o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.

Comentários de Khamenei em sua conta no Twitter e na mídia iraniana destacaram a confiança do establishment iraniano de que extinguiu os protestos que se espalharam por mais de 80 cidades e deixaram ao menos 22 mortos a partir do final de dezembro.

“Mais uma vez, a nação diz aos Estados Unidos, ao Reino Unido, e àqueles que buscam derrubar a República Islâmica do Irã no exterior que ‘vocês fracassaram, e vocês irão fracassar no futuro também’”, tuitou Khamenei.

A Guarda Revolucionária, força militar leal a Khamenei, informou no domingo que as forças da segurança colocaram um fim às agitações, que informou terem sido estimuladas por inimigos estrangeiros.

Ao menos mil pessoas foram presas nos maiores protestos contra o governo em quase uma década, e o Judiciário disse que líderes das manifestações podem enfrentar pena de morte.

Khamenei disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quis chamar atenção quando tuitou a favor de manifestantes que disse estarem tentando “retomar seu governo corrupto” e prometeu “grande apoio dos Estados Unidos em momento apropriado”.

O líder iraniano tuitou: “Este homem que senta na liderança da Casa Branca --embora pareça ser um homem muito instável-- ele precisa perceber que estes episódios extremos e psicóticos não serão deixados sem uma resposta”.

Além de Washington e Londres, Khamenei colocou a culpa da violência em Israel, no grupo dissidente exilado Mojahedin-e-Khalq e em “um rico governo” no Golfo, em uma referência ao rival regional do Irã, a Arábia Saudita.

Khamenei chamou os protestos --que começaram inicialmente por questões econômicas, mas rapidamente se tornaram políticos-- de “brincadeira com fogo”, mas disse que os cidadãos possuem um direito de expressar preocupações legítimas, uma rara concessão de um líder que habitualmente expressa claro apoio às repressões das forças da segurança.

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