May 7, 2018 / 4:28 PM / 7 months ago

Rebeldes começam a deixar último enclave sitiado da Síria

Ônibus com rebeldes que deixaram área de al-Rastan, em Homs, na Síria 07/05/2018 REUTERS/Omar Sanadiki

AMÃ (Reuters) - Centenas de rebeldes deixaram o último grande enclave sitiado da oposição na Síria nesta segunda-feira, e outros milhares devem seguir o mesmo caminho em resposta a meses de pressão de uma ofensiva do governo sírio apoiada pela Rússia, disseram o Exército, rebeldes e moradores.

Um primeiro comboio de ônibus com centenas de rebeldes e suas famílias, acompanhado por policiais militares russos, partiu da cidade de Rastan, iniciando uma retirada de uma semana de cidades e aldeias em um enclave entre as cidades de Homs e Hama.

Rebeldes representando várias facções do Exército Livre da Síria cederam como parte de um acordo imposto pela Rússia após uma maratona de conversas com generais russos em 2 de maio na cidade de Dar al Kabira, na região norte de Homs.

O acordo os obrigou a entregar armas pesadas e deu a esses rebeldes que não estavam prontos para se entregar a opção de deixarem o local com armas leves para seguirem em direção a áreas controladas por rebeldes no norte da Síria.

A Rússia pressionou as principais cidades do enclave, onde vivem mais de 300.000 habitantes, numa escalada que matou e feriu dezenas de pessoas, disseram rebeldes e moradores.

Os russos fecharam a passagem de fronteira perto de uma estrada-chave para evitar a fuga de civis e aumentar a pressão sobre os rebeldes para aceitarem os termos do acordo, segundo rebeldes e moradores.

Temores de que a Rússia e o governo sírio pressionassem ainda mais, da mesma forma que fizeram para encerrar o controle rebelde de Aleppo em 2016 e no leste de Ghouta no mês passado, levaram à rendição para poupar vidas civis, disseram moradores e negociadores civis.

“Eles deixaram os rebeldes sem opção depois de bombardear civis, não dando a eles escolha entre se submeterem ou verem destruídas suas áreas fazendo os civis pagarem o preço”, disse Abul Aziz al Barazi, um dos negociadores civis da oposição à Reuters.

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