May 8, 2018 / 10:34 AM / 7 months ago

PF investiga má gestão de recursos em fundo de pensão Refer com prejuízo de R$300 milhões

Agentes da PF no Rio de Janeiro 18/05/2017 REUTERS/Ricardo Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Polícia Federal foi às ruas na manhã desta terça-feira para cumprir quatro mandados de prisão em uma investigação sobre suspeita de gestão fraudulenta e organização criminosa envolvendo o fundo de pensão Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer), com prejuízo estimado de quase 300 milhões de reais, informou a PF.

A investigação aponta que administradores do fundo de pensão de empregados de diversas empresas da área de transportes ferroviários fizeram ao menos 11 investimentos malsucedidos entre 2009 e 2016, em um valor total superior a 422 milhões de reais, sob o pretexto de adequar-se a uma resolução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), segundo a Polícia Federal.

“Essa alteração da política de investimentos da Refer ocorreu na gestão de três diretores à época que tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça, juntamente com o coordenador de investimentos do fundo de pensão. O Comitê Diretor de Investimentos e o Conselho Deliberativo da Refer também decidiram pelo afrouxamento das regras”, disse a PF em comunicado.

Além da Polícia Federal, também participaram das investigações o Ministério Público Federal e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar do Ministério da Fazenda (Previc). De acordo com a PF, a Previc inclusive efetuou diversas autuações administrativas dentro da sua atribuição fiscalizatória.

Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou ainda o afastamento cautelar de um diretor e de um gerente da Refer, assim como a apreensão dos passaportes de diversos empregados do fundo de pensão, além do bloqueio de bens e do afastamento de sigilo bancário e fiscal.

Não foi possível fazer contato com a Refer de imediato.

Outros fundos de pensão também foram alvos de investigações recentes da PF por suspeita de irregularidades na gestão de recursos milionários, incluindo o Postalis, dos Correios, o Petros, dos funcionários da Petrobras, e o Funcef, da Caixa Econômica Federal.

Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

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