August 16, 2018 / 12:10 AM / a month ago

Revelações de abusos sexuais cometidos por clérigos nos EUA impulsionam reformas de leis

BOSTON/NOVA YORK (Reuters) - A revelação mais recente de amplos abusos sexuais de crianças cometidos por clérigos da Igreja Católica Romana deu força a esforços de deputados, incluindo um parlamentar da Pensilvânia que disse ter sido estuprado por um padre quando criança, para facilitar processos judiciais em casos do tipo.

Seminário da Igreja Católica St. Mark em Erie, na Pensilvânia 15/8/2018 REUTERS/Paul Gibbens

O deputado estadual Mark Rozzi, de 47 anos, disse lutar há anos para dar a pessoas que dizem ter sido abusadas sexualmente quando crianças mais tempo para relatar tais crimes à polícia na Pensilvânia, um dos 14 Estados norte-americanos considerando projetos de lei para estender o estatuto de limitações por tais ofensas.

“Nós vamos conseguir o que as vítimas querem”, disse Rozzi em entrevista por telefone nesta quarta-feira, um dia após um relatório mostrar que 301 padres abusaram sexualmente de cerca de mil crianças durante os últimos 70 anos na Pensilvânia.

“Ou você apoia as vítimas, ou você apoia pedófilos”, disse Rozzi.

O relatório foi a revelação mais recente em um escândalo que abalou a Igreja Católica desde que o Boston Globe relatou em 2002 que padres haviam abusado de meninos e meninas e que líderes da Igreja haviam acobertado os abusos.

Relatos similares surgiram na Europa, Austrália e Chile, gerando processos judiciais, levando dioceses à falência e minando a autoridade moral da liderança da Igreja, que possui cerca de 1,2 bilhão de membros em todo o mundo.

O estatuto de limitações é uma lei que exige que procuradores apresentem um caso criminal dentro de um certo período de tempo. O grupo de direitos Child USA informou que tais estatutos podem bloquear a justiça, uma vez que crianças podem não perceber que foram vítimas de crimes sexuais por décadas.

Amy Hill, uma porta-voz da Conferência Católica da Pensilvânia, o braço político dos bispos no Estado, se negou nesta quarta-feira a dizer se os bispos apoiam ou são opostos à eliminação do estatuto de limitações.

“O momento de discutir legislação virá mais tarde”, disse. “Nosso foco agora é em melhorar maneiras para que sobreviventes e suas famílias possam se recuperar”.

No passado, o grupo havia se posicionado contra a ideia.

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