October 16, 2019 / 1:53 PM / a month ago

Concentração de renda bate recorde em 2018, aponta IBGE

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A concentração de renda no Brasil bateu recorde em 2018, quando o rendimento médio mensal real da parcela de 1% da população de maior renda atingiu 33,8 vezes o da parcela com menor rendimento.

REUTERS/Ueslei Marcelino

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira, 1% da população tinha rendimento médio mensal 27.744 reais. Já 50% da população tinham renda de 820 reais. A pesquisa foi iniciada em 2012.

“O aumento da concentração de renda tem a ver com a recessão de 2015 e 2016 que afetou o mercado de trabalho e provocou um aumento no desemprego”, disse à Reuters a economista do IBGE Maria Lúcia Vieira.

“As pessoas foram demitidas, diminuíram a renda e quando voltaram ao mercado, voltaram em empregos mais informais e menos favoráveis”, explicou.

O índice de Gini é um indicador que mede distribuição, concentração e desigualdade econômica e varia de 0 (perfeita igualdade) até 1 (máxima concentração e desigualdade). Quando calculado para o rendimento médio mensal recebido de todos os trabalhadores, foi de 0,508 em 2012, caindo até 0,494 em 2015 e voltando a subir a 0,509 em 2018, o maior da série.

A massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, que era de 264,9 bilhões de reais em 2017, cresceu para 277,7 bilhões de reais em 2018. Os 10% da população com os menores rendimentos detinham 0,8% da massa, enquanto os 10% com os maiores rendimentos concentravam 43,1%.

O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos (calculado para as pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência) passou de 2.133 reais em 2012 para o maior valor da série em 2014, de 2.279 reais.

A pesquisa mostra que caiu a 4,1% em 2015 e manteve-se quase estável nos dois anos seguintes, chegando em seguida a 2.234 reais em 2018. Na comparação com 2012, o indicador de 2018 registrou crescimento real de 4,7%.

O índice de Gini para o rendimento médio real de todos os trabalhos aumentou de 2017 para 2018 para todas as regiões, exceto no Nordeste. Lá, a desigualdade dos rendimentos caiu porque as pessoas no grupo com maiores rendimentos tiveram perda.

O percentual de domicílios atendidos pelo Bolsa Família caiu de 15,9% em 2012 para 13,7% em 2018.

Entre os domicílios que recebiam o programa Bolsa Família, 95,3% possuíam geladeira; 30,2% máquina de lavar; 95,2% televisão e 13,3% microcomputador. Entre os que não recebiam, os percentuais foram, respectivamente, de 98,5%; 70,6%; 96,7% e 47,4%.

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