December 11, 2019 / 12:57 PM / 4 months ago

Greenfield pede reparação de R$4 bi por fraudes em fundos de pensão

Agente da PF com malote apreendido durante operação em São Paulo 04/07/2019 REUTERS/Nacho Doce

BRASÍLIA (Reuters) - Procuradores da República da força-tarefa da operação Greenfield moveram ação de improbidade contra 26 pessoas e 3 empresas acusadas de gestão fraudulenta dos fundos de pensão Postalis, Funcef e Petros, na qual pedem ressarcimento de mais 4 bilhões de reais.

O processo divulgado nesta quarta relaciona-se a três denúncias na esfera penal que foram movidos por procuradores na Justiça Federal de Brasília no âmbito de investigação de fraudes nos fundos relacionados às empresas públicas Correios, Caixa Econômica Federal e Petrobras.

Nelas, a força-tarefa sustenta que houve o cometimento de crimes entre 2009 e 2014 por então diretores dos fundos de pensão com executivos de uma empresa e uma consultoria para aprovar aportes milionários de recursos sem lastro financeiro.

Segundo nota do MPF, os artifícios usados pelos envolvidos incluíam a superavaliação de empresa, o uso de laudos falsos e a minimização dos riscos envolvidos nos financiamentos realizados, por exemplo.

Procurada pela Reuters, a Petros disse em nota que vem colaborando “de forma irrestrita” com a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e demais órgãos competentes nas investigações sobre os fundos de pensão, e acrescentou que estabeleceu processo de responsabilização contra ex-dirigentes no intuito de buscar ressarcimentos.

“A Petros está comprometida com as melhores práticas de governança e responsabilidade na administração dos recursos dos participantes”, afirmou.

Também procurados, o Funcef não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre a ação, enquanto o Postalis não estava disponível de imediato para comentar.

A ação de improbidade tem por objetivo pedir a reparação de danos causados e condenar acusados a perder direitos políticos, não acarretando como punição, em caso de condenação, a prisão de envolvidos.

Por Ricardo Brito

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