January 18, 2020 / 7:29 PM / 6 months ago

Ópera de Paris se apresenta a céu aberto em protesto contra reforma de previdência

Maestro Michel Dietlin e os membros da orquestra da Ópera de Paris tocam um concerto improvisado ao ar livre do lado de fora da Ópera Garnier para protestar contra a reforma previdenciária 18/01/2020 REUTERS/Charles Platiau Michel Dietlin and members of the Paris Opera's orchestra play an improvised open-air concert outside the Opera Garnier to protest the government's proposed pension reform, which affects the state-employed musicians' special status in Paris, France, January 18, 2020. REUTERS/Charles Platiau

PARIS (Reuters) - Músicos e cantores da Ópera de Paris fizeram um concerto a céu aberto, neste sábado, diante do histórico teatro de ópera da cidade, em protesto contra a reforma da previdência que busca encerrar seu plano de aposentadoria especial.

Membros da orquestra e cantores tocaram músicas conhecidas de Verdi e Bizet em um evento de meia-hora no lado de fora do prédio da Ópera Garnier, encerrando com uma versão da Marselhesa.

Os músicos foram festejados por colegas, que incluíram bailarinas que, mês passado, realizaram cenas do Lago dos Cisnes no mesmo local, em um protesto similar pela proposta de reforma da previdência.

O evento recebeu aplausos de transeuntes em uma tarde de inverno ensolarada na capital francesa, onde performances da Ópera de Paris foram canceladas no mês passado devido a greves de artistas que querem preservar as provisões previdenciárias que vêm de séculos.

“Estamos infelizes por não podermos fazer nossos shows, por estarmos nos apresentando de uma maneira diferente, nas ruas, mostrando ao público que não estamos de férias”, disse Fabien Wallerand, tocador de tuba na orquestra da Ópera de Paris, à Reuters.

Por um acordo que data de 1698, do reino de Luis XIV, os dançarinos da Ópera de Paris podem se aposentar com valor total aos 42 anos, cantores aos 57, e músicos aos 60.

O plano do presidente Emmanuel Macron de fundir vários planos de pensões em um sistema único motivou mais de um mês de greves, particularmente no transporte público.

Por Elizabeth Pineau e Ardee Napolitano

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