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Japão segue em preparação para Olimpíada, diz premiê em meio a preocupações com vírus

TÓQUIO (Reuters) - O Japão ainda está se preparando para sediar os Jogos Olímpicos, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe neste sábado, apesar da crescente preocupação global com a viabilidade dos Jogos devido ao surto de coronavírus.

Abe e seu governo têm sido inflexíveis quanto à Olimpíada, mesmo com outros eventos esportivos globais sendo suspensos. Especulações sobre um adiamento da competição, com início previsto para julho, aumentaram desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os organizadores deveriam considerar adiar o evento por um ano.

Abe e Trump conversaram por telefone após esses comentários, levando o presidente dos EUA a dizer no Twitter que o local olímpico era magnífico. Mas isso pode não ser suficiente para acalmar os patrocinadores dos Jogos, que estão cada vez mais nervosos com o impacto do surto na competição.

O revezamento da tocha olímpica, no qual a chama olímpica normalmente inicia uma turnê pelo país anfitrião, deve começar na prefeitura japonesa de Fukushima em menos de duas semanas. O passeio da tocha pela Grécia já foi interrompido.

“Vamos superar a propagação da infecção e sediar as Olimpíadas sem problemas, como planejado”, disse Abe em entrevista coletiva em Tóquio, acrescentando que adiar ou cancelar os Jogos “não foi assunto” em sua ligação com Trump.

O premiê afirmou que o Japão trabalha em estreita colaboração com o Comitê Olímpico Internacional, que terá a decisão final de prosseguir com os Jogos, e com a Organização Mundial da Saúde, sugerindo que ele aceitou o fato de que Tóquio não decide sobre o evento.

Segundo ele, o Japão tem uma taxa de infecção relativamente baixa e não viu uma explosão nos casos, como na Coreia do Sul, China, Itália, Irã e outros lugares. Ele disse que adiar o pico de infecções é vital para garantir o tratamento das pessoas em estado grave.

Abe garantiu ainda que o Japão não precisa declarar uma emergência nacional, embora na sexta-feira o Parlamento tenha aprovado um projeto de lei que concede a ele poderes de emergência, permitindo fechar escolas, interromper grandes reuniões e solicitar suprimentos médicos.

Por Daniel Leussink e Chang-Ran Kim; reportagem adicional de Linda Sieg e Leika Kihara

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