March 17, 2020 / 11:14 AM / 3 months ago

Polícia de SP prende ao menos 500 detentos que fugiram antes de isolamento por coronavírus

Policiais em frente a presídio de Tremembé após fuga de detentos, em São Paulo 16/03/2020 REUTERS/Roosevelt Cassio

(Reuters) - A Polícia Militar de São Paulo recapturou até a manhã desta terça-feira 517 detentos que fugiram de quatro presídios do Estado antes da suspensão de suas saídas temporárias do regime semiaberto devido ao surto do novo coronavírus, informaram autoridades penitenciárias.

A Secretaria da Administração Penitenciária de SP (SAP-SP)alegou que a situação já está controlada, embora ainda realize um contagem para determinar o “número exato de fugitivos”. De acordo com a mídia, cerca de 1 mil presos escaparam das penitenciárias de Mongaguá, Tremembé, Porto Feliz e Mirandópolis na segunda-feira, um dia antes do início do isolamento.

As unidades abrigam apenas presos em regime semiaberto, no qual os presos têm a possibilidade de sair para trabalhar ou estudar durante o dia e retornar, e ainda têm direito a cinco saídas temporárias por ano, segundo a secretaria.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou um grande fluxo de prisioneiros fugindo de uma prisão. A Reuters não conseguiu verificar a veracidade ou a localização do vídeo.

Em nota, a SAP-SP informou que “atos de insubordinação” ocorreram nas penitenciárias antes da suspensão da saída temporária, prevista para esta terça-feira.

A instituição acrescentou que a suspensão era necessária, já que “contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados”.

O Estado de SP é casa do Primeiro Comando da Capital (PCC), principal facção criminosa do país, que está se expandindo rapidamente pelo Brasil e para países vizinhos. O PCC trafica armas e drogas.

As penitenciárias superlotadas do país frequentemente são palco de rebeliões entre facções rivais.

Por Gabriel Stargardter e Débora Moreira, no Rio de Janeiro

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