April 5, 2020 / 3:43 PM / 2 months ago

EUA entram na semana mais difícil e triste, com mais de 9 mil mortes por vírus

(Reuters) - Os Estados Unidos entram em uma das semanas mais críticas até agora na crise do coronavírus, com o número de mortos explodindo em Nova York, Michigan e Louisiana e alguns governadores pedindo uma determinação nacional para ficar em casa.

Nova York, o Estado mais atingido, informou neste domingo que houve quase 600 novas mortes, num total de 4.159 mortes e 122.000 casos no total.

Corpos das vítimas da Covid-19, doença respiratória semelhante à gripe, causada pelo coronavírus, foram empilhados em sacos laranjas brilhantes dentro de um necrotério improvisado do lado de fora do Wyckoff Heights Medical Center, no Brooklyn, de acordo com fotos fornecidas à Reuters.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que as novas hospitalizações caíram 50% e, pela primeira vez em pelo menos uma semana, as mortes caíram ligeiramente em relação ao dia anterior, quando subiram 630.

Mas ele alertou que ainda não está claro se a crise no Estado está atingindo um platô.

“O coronavírus é verdadeiramente cruel e eficaz no que faz”, disse Cuomo em um briefing diário. “É um assassino eficaz.”

O cirurgião-geral dos EUA Jerome Adams alertou na Fox News neste domingo que tempos difíceis estão por vir, mas “há uma luz no fim do túnel se todos fizerem sua parte pelos próximos 30 dias”.

“Essa será a semana mais difícil e mais triste da vida da maioria dos americanos, francamente. Esse será o nosso momento Pearl Harbor, o momento 11 de Setembro, mas não será localizado”, disse ele. “Isso vai acontecer em todo o país. E eu quero que os EUA entendam isso.”

Lugares como Pensilvânia, Colorado e Washington DC estão começando a ver mortes crescentes. A força-tarefa de coronavírus da Casa Branca alertou que não é hora de ir ao supermercado ou a outros locais públicos.

A maioria dos Estados ordenou que os moradores ficassem em casa, exceto em viagens essenciais, para retardar a propagação do vírus nos Estados Unidos, onde mais de 321.000 pessoas deram positivo e mais de 9.100 morreram, segundo um relatório da Reuters.

Por Susan Heavey e Amanda Becker em Washington e Daniel Trotta

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