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Líder de Hong Kong diz que nova lei de segurança não diminuirá liberdades

HONG KONG (Reuters) - A líder executiva de Hong Kong, Carrie Lam, disse nesta terça-feira que a lei de segurança nacional proposta pela China para a cidade, que provocou alarme no centro financeiro global e no exterior, não atentará contra os seus direitos e liberdades tão estimados.

26/05/2020 REUTERS/Tyrone Siu

Líderes empresariais, câmaras de comércio internacionais e diplomatas disseram que levar a legislação adiante poderia marcar um divisor de águas na cidade mais livre da China, teria impacto em um espectro amplo de suas atividades e intensificaria os tumultos sociais.

Lam falou enquanto fóruns da internet pediam uma greve geral e protestos na quarta-feira contra uma lei do hino nacional que deve ter uma segunda leitura no Conselho Legislativo de Hong Kong, renovando o temor do que muitos veem como uma intrusão chinesa na cidade.

A lei do hino nacional criminalizaria o desrespeito ao hino da China. Críticos dizem que erodiria ainda mais as liberdades da ex-colônia britânica.

“Não há necessidade de nos preocuparmos”, disse Lam em uma coletiva de imprensa semanal de rotina na tentativa de apaziguar o receio de uma intenção chinesa de sancionar diretamente a lei de segurança nacional.

“Nos últimos 23 anos, sempre que as pessoas se preocuparam com a liberdade de expressão e a liberdade de se expressar e protestar, Hong Kong sempre provou que sustentamos e preservamos estes valores”, disse ela.

Como outros que apoiam a legislação, ela não explicou como as liberdades de que Hong Kong desfruta seriam mantidas.

Os Estados Unidos rotularam a lei como um “dobre fúnebre” para a autonomia da cidade, e o Reino Unido disse estar profundamente preocupado com uma lei que disse minar o princípio “um país, dois sistemas” sob o qual Hong Kong é governada.

A Ordem dos Advogados de Hong Kong disse que o esboço tem “aspectos preocupantes e problemáticos”.

De acordo com um esboço de proposta da semana passada, a legislação almeja combater a secessão, a subversão e atividades terroristas, e pode levar agências de inteligência chinesas a montarem bases em um dos maiores polos financeiros do mundo.

O Departamento de Justiça de Hong Kong alertou para uma “especulação injustificada” a respeito da legislação.

No domingo, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar milhares de pessoas que tomaram as ruas para protestar contra a lei proposta e prendeu quase 200.

Pequim e autoridades municipais endureceram a retórica ultimamente, descrevendo alguns dos atos nos protestos como terrorismo e tentativas de secessão, comentários ecoados por Lam nesta terça-feira.

Por Clare Jim, Noah Sin e Donny Kwok

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