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Biden pede que Facebook mude regras sobre discurso político

(Reuters) - A campanha do candidato democrata à Presidência dos EUA Joe Biden publicou uma carta aberta ao presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, nesta quinta-feira, pedindo que a empresa verifique os anúncios dos políticos nas duas semanas antes da eleição presidencial norte-americana programada para novembro.

A carta também demanda que o Facebook remova prontamente informações falsas e virais e que haja regras claras “aplicadas a todos, incluindo Donald Trump - que proíbam comportamentos ameaçadores e mentiras sobre como participar da eleição”.

Em uma postagem, o Facebook disse que continuará protegendo o discurso político.

“Vivemos em uma democracia, onde as autoridades eleitas decidem as regras das campanhas”, afirmou a empresa.

A iniciativa da campanha de Biden aumenta a pressão sobre o Facebook, que isenta o conteúdo dos políticos de seu programa de verificação de fatos de terceiros, para alterar suas regras sobre anúncios e discursos políticos.

Na semana passada, Zuckerberg prometeu uma revisão das políticas de conteúdo do Facebook depois que a empresa enfrentou críticas por não tomar nenhuma ação em um post do presidente republicano Trump, advertido pelo Twitter por violar as regras dessa empresa ao exaltar a violência.

O Twitter também pela primeira vez no mês passado usou um selo de verificação de fatos em um tuíte de Trump sobre as cédulas por correio, fazendo com que ele acusasse a empresa de censura.

“O povo americano pode pensar por si mesmo. Eles não querem que grandes empresas de tecnologia lhes digam como pensar”, disse Tim Murtaugh, porta-voz da campanha de Trump, em resposta à carta de Biden.

Em seu blog, o Facebook disse: “Há duas semanas, o Presidente dos Estados Unidos emitiu uma ordem executiva ordenando às agências federais que impedissem sites de mídia social de se envolverem em atividades como declarações políticas de verificação de fatos”.

“Nesta semana, o candidato democrata à presidência iniciou uma petição pedindo que façamos exatamente o oposto”, afirmou, referindo-se a uma ordem executiva que visa descartar ou enfraquecer uma lei que protege empresas de internet da responsabilidade pelo conteúdo dos usuários.

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