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Temor sobre nova onda de Covid-19 mina Ibovespa; Cielo dispara

SÃO PAULO (Reuters) - O tom negativo prevalecia na bolsa paulista nesta segunda-feira, em meio ao ambiente de aversão a risco no exterior por preocupações sobre uma nova onda de contágio pelo novo Covid-19, enquanto Cielo disparou 30% após parceria com o Facebook.

07/01/2016 REUTERS/Paulo Whitaker

Às 12:00, o Ibovespa caía 2,44 %, a 90.529,63 pontos. O volume financeiro somava 13,2 bilhões de reais em sessão ainda marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações.

“No final de semana, vimos novas notícias de aumento de casos de contaminação do Covid em alguns importantes Estados americanos, além de focos pontuais e localizados na China”, observou o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos.

“Isso, certamente, está deixando o mercado mais defensivo no curto-prazo”, acrescentou.

Wall Street também mostrava fortes perdas, com o S&P 500 em baixa de 1,1%, em movimento alinhado às bolsas na Europa e aos preços de commodities.

No Brasil, a notícia de que o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, deixará o cargo em agosto também repercutia, adicionando ruído no curto prazo, mas que pode ser atenuado quando anunciado seu substituto.

“Mansueto era competente e seu nome agradava o mercado, porém acreditamos que um substituto que dialogue, as mesmas características do antecessor, seja suficiente para mitigar qualquer ruído que sua saída tenha causado”, afirmou o analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos.

DESTAQUES

- CIELO ON estava em leilão após saltar 30,4%, depois que o WhatsApp, do Facebook, lançou nesta segunda-feira um sistema de pagamento digital no Brasil que contempla parceria com a empresa de meio de pagamentos e outras instituições financeiras do país. No mercado norte-americano, STONECO e PAGSEGURO recuavam 4,5% e 6,8%, respectivamente.

- ITAÚ UNIBANCO PN perdia 3,45%, com o setor de bancos como um todo pressionado pelo ambiente de maior aversão a risco. BRADESCO PN caía 3,6%, BANCO DO BRASIL ON recuava 4,3% e SANTANDER BRASIL UNIT cedia 4,2%.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON recuavam 3,6% e 3,25%, respectivamente, na esteira do declínio dos preços do petróleo no mercado externo, com novas infecções por coronavírus na China, Japão e EUA aumentavam preocupações sobre uma nova onda do vírus e seus impactos sobre a recuperação da demanda por combustíveis.

- VALE ON mostrava queda de 0,9%, tendo de pano de fundo que os futuros do minério de ferro na China fecharam estáveis nesta segunda-feira, após uma queda nos estoques da matéria-prima nos portos que apoiou os preços.

- IRB BRASIL RE caía 12,7%, no terceiro pregão seguido de perdas, tendo no radar balanço do primeiro trimestre previsto para quinta-feira. Os papéis respondem pela maior perda do Ibovespa no acumulado do ano em meio a uma série de adversidades envolvendo a resseguradora.

- CVC BRASIL ON perdia 10,4%, com a volta das preocupações com uma nova onda de casos do novo coronavírus em meio ao processo de reabertura de várias economias. As aéreas AZUL PN e GOL PN, que vinham mostrando recuperação, também sofriam e mostravam quedas de 8,7% e 7,2%.

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