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Assessor da Casa Branca volta atrás em comentários de acordo comercial com China estaria "acabado"

WASHINGTON (Reuters) - O assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, voltou atrás em suas declarações de que o pacto comercial entre EUA e China estaria “acabado”, provocando volatilidade nos mercados já abalados pela pandemia de coronavírus.

Assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro. REUTERS/Tom Brenner

Navarro disse que seus comentários estavam “extremamente fora de contexto”, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou no Twitter que o acordo com a China está “totalmente intacto”.

“A expectativa é de que eles continuem a cumprir os termos do acordo”, disse Trump no Twitter.

Mais cedo, Navarro disse à Fox News em uma entrevista que “ele está acabado” ao ser questionado sobre o acordo comercial.

Ele afirmou que o “ponto de virada” aconteceu quando os EUA souberam da disseminação do coronavírus apenas depois que uma delegação deixou Washington após a assinatura da fase 1 do acordo, em 15 de janeiro.

“Foi um momento em que eles já tinham enviado centenas de milhares de pessoas para este país para espalhar o vírus, e foi apenas minutos depois de as rodas terem subido quanto aquele avião decolou que começamos a saber dessa pandemia”, disse Navarro.

A China respondeu nesta terça-feira às afirmações de Navarro sobre o acordo comercial com desdém.

“Ele mente consistentemente e não tem honestidade e credibilidade”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, a repórteres.

Quanto ao acordo comercial, Zhao afirmou: “A postura da China sobre a questão tem sido consistente e clara”. Ele direcionou perguntas específicas para os departamentos pertinentes.

Os mercados financeiros ficaram voláteis, com os futuros acionários dos EUA inicialmente caindo e moedas sensíveis ao risco em queda.

Eles recuperaram a maior parte das perdas depois que Navarro, um dos maiores críticos da China entre os assessores de Trump, divulgou comunicado afirmando que suas declarações “foram extremamente tiradas de contexto”.

“Elas não tinham nada a ver com a fase 1 do acordo comercial, que continua em vigor. Eu estava simplesmente falando da falta de confiança que temos agora no Partido Comunista Chinês depois de eles terem mentido sobre as origens do vírus e impingido uma pandemia ao mundo”, disse ele.

As negociações comerciais entre EUA e China levaram mais de dois anos, colocaram tarifas sobre 370 bilhões de dólares em produtos chineses, afetaram os mercados financeiro e o crescimento global bem antes do surto de coronavírus ter provocado uma recessão mundial.

Reportagem de Eric Beech; reportagem adicional de David Brunnstrom e Huizhong Wu em Pequim

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