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Agência meteorológica da ONU estuda relatos "preocupantes" sobre calor recorde no Ártico

Veículos se deslocam por rodovia nacional no sul da Sibéria 15/02/2018 REUTERS/Ilya Naymushin

GENEBRA (Reuters) - A Organização Meteorológica Mundial (OMM) disse nesta terça-feira que está tentando confirmar relatos sobre uma medição de temperatura recorde de mais de 38 graus Celsius na Sibéria, dizendo que são “preocupantes”, mas que parecem condizer com as tendências de aquecimento.

A OMM pediu às autoridades da Rússia que confirmassem a medição de 38º Celsius relatada na cidade russa de Verkhoyansk, ao norte do Círculo Polar Ártico, no dia 21 de junho.

“Vimos imagens de satélite na manhã de hoje, e é só uma massa vermelha. É impressionante e preocupante”, disse a porta-voz da OMM, Clare Nullis, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

O Ártico está se aquecendo duas vezes mais rápido do que a média global, e neste ano uma primavera siberiana anormalmente quente derreteu gelo de superfície e rompeu o gelo de rios mais cedo que o usual.

O professor Randall Cerveny, relator de clima e eventos climáticos extremos da OMM, disse que uma equipe “reconheceu provisoriamente esta observação como uma observação legítima”, o que ele disse ser condizente com outros dados regionais.

A Sibéria testemunhou um “calor excepcional” nas últimas semanas, acrescentou a OMM.

A agência das Nações Unidas sediada em Genebra espera receber notícias da agência meteorológica russa dentro de dias, e então iniciará seu próprio processo de verificação para descobrir se a medição é um recorde histórico.

Em fevereiro, a OMM disse que uma base de pesquisa da Antártida registrou a temperatura mais elevada de todos os tempos no continente.

“Mês após mês nos surpreendemos, preocupados com as medições de temperatura que vemos”, disse Nullis.

Por Emma Farge

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