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Nacional

Bolsonaro elogia "sócios" no Congresso após Câmara manter veto a reajuste dos servidores

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto 19/08/2020 REUTERS/Adriano Machado

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que vai atingir os objetivos de seu governo com a ajuda dos “sócios” que têm no Congresso, um dia após os deputados votarem pela manutenção do veto dele a um trecho de projeto que abria margem para concessão de reajuste salarial a servidores públicos.

“Podem ter certeza, com o time que nós temos, com os nossos sócios, no bom sentido, no Parlamento brasileiro, nós atingiremos os nossos objetivos”, disse o presidente, em discurso durante solenidade de entrega de unidades habitacionais em Mossoró (RN).

Na véspera, a Câmara manteve o veto de Bolsonaro um dia depois de os senadores derrubarem a negativa presidencial. Com a decisão, os deputados evitaram um possível impacto de 120 bilhões de reais nas contas públicas.

Na manhã de quinta, após a derrubada do veto no Senado e antes da manutenção pela Câmara, Bolsonaro disse que seria “impossível” governar se os deputados confirmassem a decisão dos senadores contrária ao veto. Na ocasião, frisou ainda que a responsabilidade não seria só dele, mas de todos, de ajudar o país a “sair do buraco”.

A mobilização para a manutenção do veto contou com o envolvimento direto do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defensor do equilíbrio das contas públicas e que recentemente voltou a se aproximar de Bolsonaro.

No início do rápido discurso, sem também se referir ao veto, Bolsonaro agradeceu ao Congresso Nacional por ter dado apoio para que o sonho e objetivo de melhorar o Brasil seja concretizado.

A solenidade contou com a presença de vários parlamentares, entre eles o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), em mais um sinal de aproximação do presidente com o Congresso, em especial com parlamentares do chamado centrão.

Mesmo em meio a uma pandemia de Covid-19 que já matou mais de 112 mil pessoas e infectou 3,5 milhões no Brasil, a maioria das autoridades presentes ao ato --inclusive Bolsonaro-- estava sem máscara.

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