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Cidade de Nova York conteve Covid-19, mas corre risco no outono, dizem especialistas

NOVA YORK (Reuters) - A cidade de Nova York, que chegou a ser um epicentro do surto do novo coronavírus, conseguiu contê-lo à medida que reabre, mas corre o risco de um aumento de casos no outono, disseram especialistas de saúde pública à Reuters.

Crianças brincam em cima e estátua e touro localizada em frente à Bolsa de Valores de Nova York 19/08/2020 REUTERS/Carlo Allegri

Tal sucesso vem de uma combinação de taxas altas de obediência às diretrizes de saúde pública municipais e federais e uma imunidade substancial da população geral, um resultado da gravidade do surto em março e abril, de acordo com especialistas de saúde pública radicados na metrópole.

“Em Nova York houve um alinhamento com o governo estadual, o sistema de saúde e a mídia sobre o que fazer --ou seja, isolamento total”, disse Mark Jarrett, gerente-geral de qualidade da empresa de saúde Northwell Health. “O isolamento não agradou a todos, mas foi muito bem aceito.”

Isso contrasta com outras partes do país onde a oposição política ao usos de máscaras e aos isolamentos é mais generalizado, acrescentou Jarrett.

A taxa de contágio também recuou mais rapidamente porque o surto inicial deixou entre 25% e 50% dos nova-iorquinos com algum nível de imunidade, disse Maria Lima, reitora-associada de pesquisa da Escola de Medicina da Universidade de Nova York.

Nova York corre o risco de ter um aumento de casos devido à reabertura das escolas e do frio que deixa mais pessoas dentro de casa, disseram os especialistas.

“O grande desafio é reabrir as escolas, recriar aquela densidade” que foi reduzida pelo distanciamento social, disse Troy Tassier, professor de economia da Universidade Fordham especializado em epidemiologia.

Depois de chegar ao pico no início de abril, quando teve uma média semanal de mais de cinco mil casos por dia, a cidade de Nova York diminuiu sua contagem de casos diários para uma média de menos de 200, de acordo com dados municipais.

A porcentagem de pessoas examinadas que foram diagnosticadas com o vírus caiu de cerca de 70% no final de março para menos de 1%, e as mortes confirmadas caíram de mais de 500 por dia em abril para um único dígito baixo.

Os Estados Unidos como um todo continuam a ter dificuldade para domar o vírus, registrando mais de 45 mil casos por dia. O total de casos superou os 5,5 milhões, e mais de 170 mil norte-americanos já morreram.

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