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Contrato de Messi segue válido, diz La Liga, após jogador não comparecer a exames médicos do Barcelona

BARCELONA (Reuters) - A liga espanhola afirmou neste domingo, em comunicado, que o contrato de Lionel Messi com o Barcelona ainda é válido, dias após o anúncio chocante do jogador de que deseja deixar o clube e horas após Messi não comparecer a um exame médico de pré-temporada.

A decisão de Messi de não comparecer aos exames médicos reforçou a determinação do jogador, de 33 anos, em deixar o clube pelo qual jogou ao longo de toda a carreira.

O argentino, seis vezes eleito o melhor jogador do mundo, insiste que tem uma cláusula em seu contrato que lhe permite sair em transferência gratuita, mas a reivindicação é contestada pelo Barcelona, e agora pela La Liga.

A liga disse que a única maneira de um clube contratar o atacante argentino sem o consentimento do Barcelona é acionar uma cláusula de rescisão de 700 milhões de euros.

“De acordo com a regra aplicável, a La Liga não aprovará um pedido de cancelamento de registro como jogador na federação espanhola de futebol, a menos que o valor da cláusula de rescisão tenha sido pago”, disse.

Imagens da Reuters mostraram jogadores do Barcelona chegando para testes de coronavírus na manhã deste domingo, mas Messi não apareceu. Ele deveria chegar ao campo de treinamento às 10h15 (horário local), mas uma fonte do clube confirmou à Reuters que ele não havia chegado.

A posição da liga é um duro golpe para as esperanças de uma saída rápida de Messi e para os clubes que desejam contratá-lo.

O Manchester City, da Premier League, é o favorito, o que permitiria a Messi reunir-se com seu ex-técnico no Barcelona Pep Guardiola, mas mesmo o clube de propriedade de Abu Dhabi pode achar caro demais pagar 700 milhões de euros, mais o enorme salário de Messi.

Messi, que já conquistou mais de 30 troféus importantes com o clube espanhol e marcou mais de 600 gols, ganha cerca de 1 milhão de euros por semana.

Ele informou ao Barça na terça-feira que deseja sair imediatamente, mergulhando o clube em uma nova turbulência menos de duas semanas após a derrota humilhante por 8 x 2 para o Bayern de Munique na Liga dos Campeões.

Os advogados de Messi pretendem invocar uma cláusula em seu contrato de quatro anos, assinado em 2017, que teria permitido ao atacante deixar o clube de graça se o tivesse pedido até 10 de junho.

Eles argumentarão que essa data --nominalmente o final da temporada-- tornou-se irrelevante depois que a pandemia de coronavírus provocou uma extensão da temporada do futebol espanhol até agosto.

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