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Auxílio emergencial será de R$ 300 até final do ano, anuncia Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 28/08/2020 REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA (Reuters) - O valor do auxílio emergencial que será pago pelo governo federal a vulneráveis até o final do ano por causa da pandemia de coronavírus será de 300 reais mensais, anunciou nesta terça-feira o presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de líderes parlamentares no Palácio da Alvorada.

A extensão do auxílio, que vinha sendo discutida pelo governo há algumas semanas, foi confirmada até dezembro pelo presidente.

“Nós decidimos aqui, atendendo à economia, em cima da responsabilidade fiscal, fixá-lo em 300 reais”, disse o presidente depois de reunião em que apresentou as medidas aos líderes dos partidos da base do governo no Congresso.

Bolsonaro acrescentou ainda que a decisão do governo e dos líderes é fazer a prorrogação por medida provisória.

O auxílio emergencial pago pelo governo durante a pandemia tem sido apontado como principal fator para o aumento da aprovação do governo Bolsonaro, registrado em pesquisas de opinião recentes.

De acordo com Guedes, a extensão do benefício custará à União quase 90 bilhões até o final do ano. Até agosto foram investidos 254,4 bilhões de reais no programa.

O valor de 300 reais, apesar de ser a metade do auxílio pago até agora, foi uma imposição de Bolsonaro. A equipe econômica defendia um valor menor, entre 200 e 250 reais.

No início da pandemia de Covid-19, o governo Bolsonaro divulgou proposta de um auxílio de 200 reais, mais próximo à média então concedida pelo Bolsa Família, de 180 reais, enquanto o Congresso trabalhou num texto que previa a concessão de 500 reais. Ao fim, os parlamentares acabaram aprovando um benefício de 600 reais com a sanção do presidente, que terminou por capitalizar o valor como vitória do governo.

No pronunciamento no Palácio da Alvorada, Bolsonaro também anunciou que o governo enviará na quinta-feira a proposta de reforma administrativa ao Congresso, e tanto Bolsonaro quanto Guedes enfatizaram que a proposta não atingirá os servidores públicos que estão em atividade, focando-se principalmente nos futuros funcionários.

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