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Protestos são planejados após vídeo mostrar detenção fatal de homem negro no norte de Nova York

Viaturas de polícia em Rochester, no Estado de Nova York, nos EUA 03/09/2020 REUTERS/Lindsay DeDario

NOVA YORK (Reuters) - Protestos estavam sendo planejados nesta quinta-feira após a divulgação de um vídeo que mostra a prisão de um homem negro que morreu asfixiado em março depois que a polícia do norte do Estado norte-americano de Nova York colocou um capuz em sua cabeça quando ele estava ajoelhado no chão, algemado e nu.

Na quarta-feira, a família do falecido, Daniel Prude, pediu a prisão dos policiais envolvidos na morte, que ocorreu sete dias depois do incidente.

O legista do condado de Monroe determinou a morte de Prude como homicídio causado por “complicações de asfixia por ocasião da sujeição física”, de acordo com um relatório de autópsia, noticiou o jornal New York Times.

A morte de Prude aconteceu no dia 30 de março, dois meses antes de a morte de George Floyd pelas mãos da polícia de Mineápolis desencadear protestos internacionais contra a brutalidade policial e a injustiça racial nos Estados Unidos.

Ativistas, que estavam planejando protestos em Rochester e na Times Square da cidade de Nova York nesta quinta-feira, pediram que os agentes que detiveram Prude sejam presos e acusados por sua morte.

Após a divulgação do vídeo, na quarta-feira, protestos irromperam no centro de Rochester, cidade próxima do Lago Ontário situada cerca de 480 quilômetros ao norte da cidade de Nova York. A polícia usou spray de pimenta contra os manifestantes e prendeu nove pessoas, noticiou o Democrat and Chronicle.

No vídeo, é possível ouvir Prude gritando “tirem isso... do meu rosto!” e “Vocês estão tentando me matar”. Depois ele começa a chorar e sua voz se torna abafada. Também se ouve os policiais dizerem “Acalme-se” e “Pare de cuspir”.

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