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Rússia tratou Navalny por suspeita de envenenamento e depois voltou atrás, diz médico

OMSK, Rússia (Reuters) - A Rússia inicialmente tratou o crítico do Kremlin Alexei Navalny por suspeita de envenenamento, mas os médicos mudaram de ideia depois de seis horas, quando os exames laboratoriais não apontaram vestígios de veneno em seu sistema, disse um dos médicos que o tratou.

Uma disputa sobre o que causou o colapso de Navalny, de 44 anos, em um voo doméstico russo no mês passado está causando tensão entre a Alemanha, onde agora ele está sendo tratado, e a Rússia, que nega a acusação de Berlim de que ele foi envenenado por novichok, um agente nervoso da era soviética.

O toxicologista-chefe do hospital siberiano que foi o primeiro a tratar Navalny, Alexander Sabaev, disse que inicialmente suspeitou de envenenamento e que ele e seus colegas o trataram de acordo.

Navalny foi colocado em um ventilador, entrou em coma induzido e recebeu atropina, uma droga de emergência, segundo Sabaev. Isso está de acordo com os tratamentos usuais das vítimas de novichok, disse à Reuters uma fonte médica familiarizada com os resultados alemães.

Mas Sabaev afirmou que as análises do laboratório russo são conclusivas de que Navalny não foi envenenado. Ele agora acredita que o político sofria de um grave distúrbio metabólico.

“Como toxicologista, tenho certeza. Não havia novichok lá”, disse Sabaev.

O tratamento imediato que Navalny recebeu ajudou a salvar sua vida, afirmam duas fontes médicas, assim como a decisão do piloto de fazer um pouso de emergência em Omsk quando Navalny desabou a bordo do avião a caminho de Moscou.

Sabaev disse à Reuters que os médicos deram ao político três miligramas de atropina e que era para tratar um problema nos pulmões.

Embora Sabaev rejeite a conclusão alemã, a pequena dose de atropina - amplamente usada em situações de emergência - foi a coisa certa a dar a ele, mesmo que a dose tenha sido modesta e administrada por diferentes razões.

“Se o avião não tivesse feito um pouso forçado, Navalny não teria sobrevivido”, disse uma fonte médica de Omsk.

Sabaev disse à Reuters que médicos deram ao político três miligramas de atropina em seu tempo lá. Ele disse que era para tratar um problema nos pulmões.

Embora Sabaev rejeite a descoberta alemã, a pequena dose de atropina --amplamente usada em situações de emergência-- foi a coisa certa a dar a ele, mesmo que a dose fosse modesta e administrada por razão diferente.

Os agentes do Novichok desencadeiam uma onda de efeitos mortais, incluindo redução da frequência cardíaca, fluido nos pulmões e danos permanentes aos nervos em todo o corpo. A atropina é um dos primeiros tratamentos usados para neutralizar esses efeitos imediatos.

Sabaev disse acreditar que Navalny tinha um distúrbio metabólico, observando que seus níveis de açúcar no sangue estavam quatro vezes mais altos do que o normal e que ele tinha problemas pancreáticos. Outras fontes médicas baseadas em Omsk contestam esse diagnóstico.

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