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Barein segue Emirados Árabes e normaliza laços com Israel

WASHINGTON/JERUSALÉM/DUBAI (Reuters) - O Barein se juntou aos Emirados Árabes Unidos ao acertar um acordo para normalizar as relações com Israel, em medida realizada em parte pelos temores comuns do Irã, mas que ameaça deixar os palestinos ainda mais isolados.

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu 08/09/2020 Alex Kolomoisky/Pool via REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tuitou a notícia depois de falar por telefone com o rei do Barein, Hamad bin Isa Al Khalifa, e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informou a Casa Branca.

“Este é realmente um dia histórico”, disse Trump a repórteres no Salão Oval, afirmando acreditar que outros países seguiriam o exemplo.

“A abertura de diálogo direto e laços entre essas duas sociedades dinâmicas e economias avançadas continuará a transformação positiva do Oriente Médio e aumentará a estabilidade, segurança e prosperidade na região”, afirmaram Estados Unidos, Barein e Israel em um comunicado conjunto.

O anúncio foi feito um mês depois que outro Estado Árabe do Golfo, os Emirados Árabes Unidos, concordou em normalizar as relações com Israel sob um acordo mediado pelos EUA que está programado para ser assinado em uma cerimônia na Casa Branca organizada por Trump em 15 de setembro.

A cerimônia Israel-Emirados Árabes Unidos contará com a presença do premiê israelense Netanyahu e do ministro das Relações Exteriores dos Emirados, xeique Abdullah bin Zayed al-Nahyan. O comunicado conjunto informou que o ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif Al Zayani, se juntará à cerimônia e assinará uma “Declaração de Paz histórica” com Netanyahu.

Nesta sexta-feira, Netanyahu disse que a decisão do Barein marca uma “nova era de paz”.

“Por muitos anos, investimos na paz, e agora a paz investirá em nós, trará investimentos realmente importantes para a economia de Israel --e isso é muito importante”, disse Netanyahu em uma declaração em vídeo.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados, Hend al-Otaiba, parabenizou Barein e Israel, dizendo que isso marcou “outra conquista significativa e histórica que contribuirá enormemente para a estabilidade e prosperidade da região”.

Mas os palestinos ficaram consternados, temendo que os movimentos dos Emirados Árabes e agora do Barein enfraquecerão uma posição pan-árabe de longa data que pede a retirada israelense do território ocupado e a aceitação do Estado palestino em troca de relações normais com os países árabes.

“Ao normalizar os laços com a ocupação, o Barein está rompendo com todas as resoluções árabes. Representa uma traição à causa palestina”, disse Wassel Abu Youssef, uma alta autoridade da Organização para a Libertação da Palestina em Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel.

Em Gaza, o porta-voz do Hamas Hazem Qassem afirmou que a decisão do Barein de normalizar as relações com Israel “representa um grave dano à causa palestina e apoio à ocupação”.

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