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Papa assina nova encíclica, mas o título é inclusivo o suficiente?

ASSIS, Itália (Reuters) - O papa Francisco viajou para fora de Roma pela primeira vez desde o início da pandemia de coronavírus, neste sábado, para assinar sua mais recente encíclica na cripta onde São Francisco de Assis está enterrado.

A encíclica, intitulada “Fratelli Tutti” (Todos Irmãos), será lançada no domingo. Abrange a solidariedade entre as pessoas no mundo pós-pandemia.

O título gerou críticas, especialmente no mundo de língua inglesa, onde foi visto como não inclusivo.

Em italiano, fratelli significa irmãos, mas também é usado para significar irmãos e irmãs, assim como o plural masculino em outras línguas romanas.

O Vaticano disse que o título foi tirado das duas primeiras palavras das diretrizes escritas por São Francisco para seus seguidores no século 13 e, portanto, não poderia ser alterado.

O papa sempre usa “irmãos e irmãs” para abrir suas audiências gerais semanais às quartas-feiras e sua bênção de domingo.

As encíclicas são a forma mais fundamentada da escrita papal, mas não são infalíveis.

Por tratar de questões sociais, “Fratelli Tutti” é o que se conhece como encíclica social, ao contrário das que tratam da doutrina da Igreja.

Ao ser eleito em 2013, o papa argentino adotou seu nome papal em homenagem ao santo para mostrar sua proximidade com os pobres. São Francisco é conhecido como “O Pequeno Pobre” porque renunciou à rica família para servir aos necessitados.

O papa assinou a encíclica após celebrar a missa na cripta onde o santo foi sepultado na basílica da cidade serrana de Úmbria.

Reportagem de Philip Pullella

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