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Polícia francesa realiza mais operações em reação a assassinato de professor

Tributo na Place de la République, em Paris, a professor assassinad Samuel Paty 18/10/2020 REUTERS/Charles Platiau

PARIS (Reuters) - Mais operações da polícia francesa estavam em andamento nesta segunda-feira em reação ao assassinato de um professor cometido por um suposto islamista, disse o ministro do Interior da França, Gérald Darmanin.

O professor de história francês Samuel Paty foi decapitado na sexta-feira diante de sua escola, em Conflans-Sainte-Honorine, nos subúrbios do norte de Paris, por um jovem de 18 anos que subsequentemente foi morto a tiros pela polícia.

O assassinato do professor causou revolta na França, provocando o repúdio do presidente Emmanuel Macron e de partidos políticos.

Darmanin disse que estão em curso cerca de 80 investigações a respeito do discurso de ódio na internet do país e que está analisando se certos grupos da comunidade muçulmana francesa deveriam ou não ser dissolvidos após acusações de incentivo à violência e ao ódio.

“Operações policiais a respeito de dezenas de indivíduos já aconteceram, e outras acontecerão”, disse ele à rádio Europe 1.

Uma fonte da polícia disse à Reuters na noite de domingo que a França está se preparando para expulsar 231 estrangeiros presentes em uma lista de vigilância do governo devido a supostas crenças religiosas extremistas. Não ficou claro de imediato se as operações desta segunda-feira têm relação com a decisão.

No início deste mês, Paty mostrou a seus alunos charges do profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão, revoltando vários pais muçulmanos. Os muçulmanos acreditam que qualquer representação do profeta é uma blasfêmia.

Por Sudip Kar-Gupta e Jean-Stephane Brosse

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