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Pogba nega ter decidido abandonar seleção francesa por comentários de Macron

(Reuters) - O meio-campista Paul Pogba, do Manchester United, negou nesta segunda-feira relatos da mídia segundo os quais teria decidido deixar a seleção francesa por causa de comentários feitos pelo presidente do país, Emmanuel Macron, que foram considerados contra o islã.

Meio-campista Paul Pogba, do Manchester United 24/10/2020 Pool via REUTERS/Oli Scarff

O líder francês declarou neste mês guerra ao “separatismo islâmico”, que ele disse acreditar estar tomando algumas comunidades muçulmanas na França.

O jornal The Sun afirmou que Pogba, um muçulmano praticante, teria reagido aos comentários de Macron renunciando à seleção nacional.

“Inaceitável”, escreveu o jogador de 27 anos no Twitter junto com um adesivo de “notícia falsa” sobre uma captura de tela da manchete do The Sun.

“Então o The Sun fez de novo”, acrescentou. “Notícias absolutamente 100% infundadas sobre mim estão circulando, afirmando coisas que eu nunca disse ou pensei”, afirmou.

“Estou horrorizado, zangado, chocado e frustrado. Algumas fontes da ‘mídia’ me usam para fazer manchetes totalmente falsas sobre o assunto sensível dos acontecimentos atuais na França e adicionar a seleção francesa ao pote”, acrescentou

“Sou contra toda e qualquer forma de terror e violência. Infelizmente, alguns jornalistas não agem com responsabilidade ao escrever notícias, abusando de sua liberdade de imprensa, não verificando se o que escrevem/reproduzem é verdade, criando uma rede de fofocas sem se importar se afeta a vida das pessoas e minha vida.”

Pogba acrescentou que estava entrando com uma ação judicial contra o jornal.

O The Sun afirmou em comunicado: “Publicamos uma reportagem sobre Paul Pogba ter tomado a decisão de deixar a seleção francesa de futebol depois que ela foi publicada em um site de esportes. A história também foi publicada por The Mirror, Mail Online e outros sites. Posteriormente, Paul Pogba negou a afirmação e atualizamos nossa reportagem de acordo. Pedimos desculpas por qualquer transtorno causado.”

A reportagem foi publicada dias depois de Macron homenagear um professor de história francês que foi decapitado por um militante islâmico radical por usar charges do profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão para jovens de 13 anos.

Reportagem de Rohith Nair, em Bengaluru

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