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Bares e restaurantes de Lisboa protestam contra restrições: "não aguentamos mais"

LISBOA (Reuters) - O bar de Paula Barroso, em Lisboa, está fechado há oito meses e ela já teve que demitir funcionários por causa do impacto econômico da pandemia de coronavírus. Agora, ela tem medo que não conseguirá pagar as contas por muito tempo.

Barroso, 54, era uma das centenas de proprietários e funcionários de bares, restaurantes e casas noturnas que protestaram, em Lisboa, neste sábado, dia em que um lockdown parcial para o fim de semana começou na maior parte do país.

Bares e casas noturnas estão fechadas desde março e, embora restaurantes tenham sido reabertos, donos e funcionários temem que novas restrições para combater o vírus possam matar o setor.

Nos fins de semanas, há um lockdown entre 13h e 5h, durante o qual estabelecimentos comerciais e restaurantes precisam ficar fechados, embora haja algumas exceções. Também existe um toque de recolher noturno durante os dias úteis.

O governo do primeiro-ministro António Costa disse que novas medidas são necessárias para controlar a pandemia e evitar restrições mais duras no próximo mês.

O país com pouco mais de 10 milhões de pessoas registrou 211.266 casos de coronavírus e 3.305 mortes. Como grande parte do restante da Europa, luta contra uma segunda onda: as infecções atingiram 6.653 novos casos na sexta-feira, o maior total diário desde o começo da pandemia.

Reportagem de Catarina Demony e Miguel Pereira

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