for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Amarramos a mão de propósito com o forward guidance e ele está funcionando, diz diretor do BC

Sede do Banco Central em Brasília 27/11/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, afirmou nesta quarta-feira que a autoridade monetária amarrou a mão de propósito quando lançou mão da orientação futura (forward guidance), pela qual se comprometeu a não elevar os juros desde que algumas condições fossem satisfeitas.

“A gente amarrou a mão de propósito com o forward guidance”, disse ele, em live promovida pelo jornal Valor Econômico.

Segundo Serra, a medida veio pela percepção de era necessário gerar mais estímulo monetário entendendo que o nível da taxa de juros na reunião do Copom de agosto --quando a Selic foi reduzida de 2,25% para 2%-- não seria capaz de entregar a inflação na meta no horizonte relevante, conforme mandato do BC.

“A gente precisava de instrumento adicional. E amarrar a mão faz parte da forma como o forward guidance é utilizado não só no Brasil, como em outros lugares. Foi intencional”, disse.

Serra afirmou ainda que há aproximação do IPCA do centro da meta de inflação em 2020, o que é sempre desejável, e que a inflação para 2021 voltou a caminhar na direção correta, embora “ainda longe e distante do centro da meta”.

“O que a gente tem até agora é que forward guidance está prestando serviço que a gente gostaria que ele prestasse, e as cláusulas dele estão de pé: regime fiscal de pé, expectativa longa ancorada de pé”, afirmou.

“Então ele vai sair automaticamente do jogo quando as nossas projeções e expectativas de mercado se aproximarem do centro da meta no horizonte relevante”, completou.

Por Marcela Ayres

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up