September 23, 2014 / 1:28 PM / in 4 years

ONU se prepara para êxodo de 400 mil de cidade curda da Síria

GENEBRA (Reuters) - A agência de refugiados da ONU, o Acnur, disse nesta terça-feira estar fazendo planos de contingência diante da possibilidade de que todos os 400 mil habitantes da cidade curda síria de Kobani fujam para a Turquia para escapar do avanço de militantes do Estado Islâmico.

Refugiados sírios curdos após atravessar a fronteira Síria-Turquia perto de Suruc. 23/09/2014 REUTERS/Murad Sezer

Cerca de 138 mil refugiados curdos sírios entraram na Turquia em um êxodo que começou na semana passada, e dois pontos de cruzamento de fronteira permanecem abertos, disse o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

“Estamos nos preparando para o caso de toda a população fujir para a Turquia. A população de Kobani é de 400 mil pessoas”, disse a principal porta-voz do Acnur, Melissa Fleming, em uma coletiva de imprensa em Genebra. “Nós não sabemos, mas estamos nos preparando para essa contingência.”

Curdos sírios lutam para defender uma importante cidade fronteiriça frente ao avanço do Estado Islâmico na segunda-feira, e jovens curdos da Turquia correram para ajudá-los.

“Nossa principal preocupação seria se a própria Kobani fosse tomada”, disse na coletiva Rupert Colville, porta-voz de direitos humanos da ONU.

Pelo menos 105 vilas ao redor de Kobani foram capturadas por forças do Estado Islâmico desde 15 de setembro, incluindo pelo menos 85 no fim de semana, disse ele. O escritório de direitos humanos da ONU recebeu relatos de que outras 100 vilas haviam sido abandonadas ou esvaziadas por causa do medo de invasão, acrescentou.

A região de Kobani também abriga entre 200 mil e 400 mil sírios deslocados de outras partes do país, incluindo Raqqa, Aleppo e Homs, disse Colville.

Fleming pediu pelo o do governo da Turquia e de outros países vizinhos para abrigarem mais de 3 milhões de refugiados sírios: “Os 138 mil que acabaram de chegar na Turquia representam o número que toda a Europa recebeu em três anos de guerra na Síria.”

Por Stephanie Nebehay

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