October 11, 2014 / 4:48 PM / 4 years ago

Espanha aumenta monitoramento de Ebola para conter crise

MADRI (Reuters) - Um total de 16 pessoas estão em observação neste sábado em um hospital de Madri com suspeita de Ebola, e o número de pacientes só cresce enquanto o governo espanhol tenta conter críticas sobre como lidou com o primeiro caso da doença fora da África.    Uma enfermeira que contraiu o vírus após cuidar de dois padres infectados repatriados para a Espanha continua em estado muito grave. Teresa Romero, de 44 anos, é até agora a única pessoa que testou positivo para o Ebola transmitida dentro do país.     A mais recente epidemia da doença já matou mais de 4.000 pessoas, a maioria na África Ocidental, e o caso na Espanha alimentou os temores de contágio pela Europa.    Mais três pessoas que tiveram contato com Teresa —uma cabelereira, outra enfermeira e uma faxineira— deram entrada na unidade de isolamento do Hospital Carlos III na sexta-feira pela manhã. Até agora, nenhum dos 16 em observação, incluindo o marido de Teresa, apresentaram sintomas.    O governo espanhol tentou repelir as críticas aumentando os protocolos de detecção do Ebola na sexta-feira. Além disso, ordenou que a vice-primeira-ministra, Soraya Saenz de Santamaria, cuide do assunto, cinco dias depois que o contágio foi confirmado.    Em meio a uma polêmica na Espanha sobre como o vírus pode ter se espalhado, autoridades inicialmente tentaram colocar a culpa na própria enfermeira, se apegando à admissão da profissional de saúde de poderia ter tocado seu próprio rosto com as luvas de seu traje de proteção.    Profissionais de saúde vaiaram o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, na sexta-feira, quando ele chegou ao hospital. Eles atiraram luvas cirúrgicas em seu carro, enquanto sindicados e a população também criticaram o governo pela lenta resposta à crise.    Teresa ficou sem diagnóstico por vários dias, apesar de ter apresentado febre, um dos sintomas do Ebola.    “A má gestão da crise por parte dos políticos foi um solo fértil para o pânico”, afirmou o jornal El Mundo em editorial publicado neste sábado, descrevendo o caso de uma escola que queria proibir a filha de uma enfermeira de ir às aulas, porque ela trabalhava em um outro hospital de Madri, onde Teresa foi tratada pela primeira vez.    Três cabelereiros estão entre os em observação neste sábado, depois de Teresa ter ido a um salão de beleza antes de ser diagnosticada.    Os pacientes incluem cinco médicos, um porteiro e quatro enfermeiras, uma das quais também tinha cuidado de um dos padres repatriados e testou negativo em exame inicial. Os dois padres morreram.    De acordo com a imprensa espanhola, Teresa está sendo tratada com ZMab. O remédio é um dos agentes presentes no ZMapp, um tratamento experimental que foi usado em alguns pacientes com Ebola.    O Ministério da Saúde da Espanha e autoridades hospitalares se negaram a comentar, enquanto o governo não fez nenhum comentário imediato.

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