October 15, 2014 / 1:12 AM / 4 years ago

EUA devem desembolsar milhões de dólares para frear imigração, diz presidente da Guatemala

Por Dave Graham e Sofía Menchú

O presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, concede entrevista à Reuters, na Cidade da Guatemala, na segunda-feira. 13/10/2014 REUTERS/Josue Decavele

CIDADE DA GUATEMALA (Reuters) - Os Estados Unidos deveriam ajudar a América Central com milhares de milhões de dólares para tentar reduzir o fluxo de imigrantes ilegais em direção ao seu território ou, do contrário, o problema irá piorar, disse o presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina.

Um número recorde de crianças desacompanhadas de Honduras, Guatemala e El Salvador —que fogem da violência e da pobreza e tentam entrar em contato com familiares que vivem nos EUA— foi detido na primeira metade deste ano na fronteira norte-americana, causando alarme.

No mês passado, os três países apresentaram em Washington um ambicioso plano que inclui projetos de infraestrutura para estimular o desenvolvimento da região e, assim, enfrentar o problema.

O foco da proposta é que haja um fluxo de 10 bilhões de dólares para a região a fim de criar empregos e elevar a qualidade de vida, com 60 por cento dos fundos provenientes dos EUA, disse em entrevista à Reuters o presidente guatemalteco.

O plano poderia chegar a 2 bilhões de dólares por ano de 2015 a 2019, um montante que, segundo o mandatário, gira em torno de 10 por cento do gasto anual dos EUA na segurança fronteiriça e para conter a imigração.

“Também entendemos que não é unicamente uma questão de os EUA dizerem ‘bom, aqui estão 2 bilhões de dólares por ano por cinco anos’, por exemplo, mas que haja uma participação... também dos governos dos três países”, esclareceu Pérez, um militar da reserva, de direita, que assumiu o poder em 2012.

Os governos centro-americanos consideram justo que os EUA deem algum apoio porque garantem que a demanda norte-americana de drogas ilegais é o que contribuiu para o aumento da violência na América Central.

“Se os EUA não fornecerem o apoio que precisamos, a crise (da imigração) voltará a disparar”, advertiu o chanceler da Guatemala, Carlos Morales.

Em setembro, autoridades centro-americanas se reuniram em Nova York com o secretário de Estado, John Kerry, quem lhes disse que esperava que o Congresso aprovasse fundos de cerca de 300 milhões de dólares, disse Morales, acrescentando que o montante é nada quando comparado ao tamanho do problema.

Os presidentes da região se reunirão com o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, em 12 de novembro, em Washington, para sondar qual o grau de apoio ao plano.

A iniciativa contém propostas para melhorar o fornecimento de energia, assim como estradas, aeroportos e outros projetos na região, além de diferentes medidas.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below