October 22, 2014 / 9:19 PM / 4 years ago

EUA reforçam revista de visitantes da África Ocidental por causa do Ebola

NOVA YORK (Reuters) - Autoridades de saúde dos Estados Unidos revelaram nesta quarta-feira novas medidas para monitorar qualquer pessoa que entrar no país proveniente das três nações da África Ocidental que estão no centro da epidemia de Ebola, ampliando as ações para deter a disseminação do vírus.

Obama durante reunião com coordenador dos EUA contra Ebola, Klain, na Casa Branca, nesta quarta-feira. REUTERS/Kevin Lamarque

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) afirmou que, a partir da próxima segunda-feira, viajantes de Libéria, Serra Leoa e Guiné serão encaminhados para verificação com agentes de saúde todos os dias e terão que informar suas temperaturas e quaisquer sintomas do Ebola durante 21 dias, o tempo de incubação do vírus.

Os passageiros terão que fornecer e-mails, números de telefone e endereços durante este período, e as informações serão compartilhadas com autoridades de saúde locais.

Seis Estados norte-americanos respondem por quase 70 por cento dos viajantes que chegam aos EUA oriundos dos países afetados: Nova York, Pensilvânia, Maryland, Virgínia, Nova Jersey e Geórgia.

Será exigido que esses passageiros entrem em contato com as autoridades de saúde locais se pretenderem viajar aos Estados Unidos. Se alguém não se reportar a elas, as autoridades adotarão medidas imediatas para encontrar tal pessoa.

O diretor do CDC, Tom Frieden, declarou a repórteres que o programa de monitoramento em andamento continuará em vigor até o fim do surto do oeste da África. Nesta quarta-feira, as cifras mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostraram que pelo menos 4.877 pessoas de um total de 9.936 casos morreram na epidemia, a pior já documentada.

“Estas novas medidas que estou anunciando hoje oferecerão níveis adicionais de segurança, para que as pessoas que desenvolverem sintomas do Ebola sejam isoladas logo no início da doença”, afirmou Frieden. “Isso irá reduzir a chance de o Ebola ser transmitido de uma pessoa doente para outra pelo contato próximo e para os agentes de saúde.”

A medida soma-se ao aumento da vigilância de passageiros saídos dos três países africanos rumo a grandes aeroportos dos EUA em viagens internacionais, mas não chega a ser uma proibição, tal como defendida por alguns congressistas norte-americanos.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA anunciou que, a partir desta quarta-feira, passageiros de Libéria, Serra Leoa e Guiné serão direcionados aos terminais internacionais John F. Kennedy, em Nova York, Newark, de Nova Jersey, Dulles, de Washington, no de Atlanta e no O’Hare de Chicago para uma vistoria mais detalhada em busca de sinais da febre hemorrágica.

Os recém-chegados receberão um pacote com um diário de rastreamento, uma descrição detalhada dos sintomas, um termômetro, instruções sobre como monitorar a temperatura e informações sobre o que fazer caso detectem sintomas.

VACINA A CAMINHO

Grandes empresas farmacêuticas deram detalhes sobre um plano para acelerar o desenvolvimento de uma vacina para o Ebola e produzir milhões de doses.

A OMS disse esperar que dezenas de milhares de pessoas na África, incluindo agentes de saúde no fronte do combate à doença, possam começar a receber as vacinas no começo de janeiro.

A norte-americana Johnson & Johnson anunciou que pretende produzir 1 milhão de doses de uma vacina de duas etapas no ano que vem e que conversou a respeito de uma colaboração com a britânica GlaxoSmithKline, que trabalha em uma vacina rival.

Testes de uma segunda vacina “investigativa” em humanos estão em andamento no Centro Clínico de Maryland, dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, informou a entidade nesta quarta-feira.

O teste de uma vacina em potencial começou no mês passado, e os dados iniciais são esperados até o final deste ano.

Reportagem adicional de Ben Hirschler em Londres, Will Dunham e Susan Heavey em Washington, Barbara Goldberg em Nova York e Julie Steenhuysen em Chicago e David Bailey

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