November 14, 2014 / 1:47 PM / 4 years ago

Baterias de sonda descarregam sobre cometa e cientistas enfrentam decisões difíceis

BERLIM (Reuters) - Os cientistas da Agência Espacial Europeia vão decidir nesta sexta-feira se tentam um arriscado procedimento de perfuração para ancorar uma sonda exploratória na superfície de um cometa antes que suas baterias acabem.

Representação artística da espaçonave Rosetta, que lançou uma sonda para pousar em um cometa pela primeira vez na história. REUTERS/ESA/NASA/Divulgação

A sonda, enviada pela nave espacial Rosetta na quarta-feira após uma odisseia de 10 anos a 500 milhões de quilômetros da Terra, flutuou para longe do local planejado para o pouso depois que o sistema projetado para prendê-la ao solo falhou.

A sonda agora está posicionada precariamente sobre duas de três pernas, sob a sombra de um penhasco do cometa.

A falta de luz significa que a sonda, chamada Philae, não tem capacidade de extrair energia suficiente de seus painéis solares para operar, como antes esperado, e suas baterias devem se esgotar até o fim desta sexta. A equipe da agência também não tem certeza sobre a exata posição da sonda, o que dificulta uma manobra para reposicioná-la usando seu equipamento de pouso.

A sonda deveria perfurar a superfície do cometa após o pouso, mas por ter peso praticamente nulo no corpo celestial e por sua posição instável, o acionamento da broca de perfuração pode fazer com que a sonda seja expelida.

Mas com as baterias prestes a acabarem, os cientistas —localizados no centro operacional da agência espacial em Darmstadt, na Alemanha— disseram à rede britânica BBC nesta sexta-feira que era o momento de assumir maiores riscos com a sonda.

Apesar dos contratempos no pouso, a missão de 10 anos da Rosetta representa vários avanços, incluindo a primeira vez que uma nave espacial conseguiu perseguir um cometa e a primeira vez que uma sonda pousou em um cometa.

Mesmo que não consiga perfurar a superfície para analisar amostras, a nave Rosetta vai continuar a seguir o cometa até pelo menos o fim de 2015, mesmo enquanto sua órbita passe perto do sol. A Philae também está tirando fotos e recolhendo dados sobre as transformações no cometa durante o dia.

Reportagem de Victoria Bryan

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