November 15, 2014 / 1:12 PM / 4 years ago

Declaração do G20 sobre Ebola para antes de mencionar compromisso financeiro

BIRSBANE Austrália (Reuters) - O Grupo de 20 líderes mundiais se comprometeu no sábado a mobilizar recursos para combater a epidemia de Ebola, que já matou cerca de cinco mil pessoas, mas não chegou a um acordo sobre a criação de um fundo global para pandemias.

O G20 emitiu uma declaração conjunta dobre a crise, dizendo que todos os países membros estão “empenhados em fazer o que for necessário para garantir que o esforço internacional consiga eliminar a epidemia e lidar com os custos econômicos e humanitários em médio prazo.”

Helen Szoke, presidente da Oxfam Australia, disse que a falta de urgência e de compromissos específicos na declaração significa que existe um risco real de que a meta da ONU de tratar 70 por cento dos casos até 1º de dezembro não seja atingida.

“Acho que é razoável que todos os países sejam claros sobre o que seu compromisso financeiro pode ser, tanto em curto, quanto em longo prazo,” disse Szoke à Reuters.

O Banco Mundial, que sugeriu que o custo para tratar o surto pode subir a 30 bilhões de dólares, propôs que se estabeleça um serviço de emergência para pandemias globais.

O presidente do Banco Mundial, Kim Yong Kim, disse na sexta-feira que a ideia de estabelecer um fundo global de emergência que poderia responder rapidamente à uma crise de saúde, atraiu o interesse de alguns líderes mundiais. Os fundos poderiam ser angariados nos mercados de fundos internacionais e seriam pagos ao longo do tempo, ele disse.

A declaração do G20 apelou tanto para o Banco Mundial, quanto para o Fundo Monetário Internacional - (FMI) para que explorem novos mecanismos flexíveis, para lidar com os efeitos econômicos de futuras crises semelhantes, mas não apontou uma abordagem específica.

“Essa declaração carece de fundamento, disse Friederike Röder, porta-voz da organização ONE, que faz campanhas contra a pobreza e doenças evitáveis, especialmente na África.

A Oxfam e a ONE disseram que há uma necessidade desesperadora de serviços médicos e enterros seguros, nos três países mais afetados: Serra Leoa, Guiné e Libéria.

Os EUA, maior doador do FMI, estão pressionando o fundo para que cerca de 100 milhões de dólares em dívidas dos três países sejam amortizados, para apoiar a sua economia e liberar mais dinheiro para gastos do governo.

O presidente dos EUA, Barack Obama, falou sobre a crise no sábado, alertando que “não podemos construir um fosso ao redor dos nossos países e não deveríamos tentar”.

Szoke disse que o G20 deveria se comprometer a citar, no seu comunicado final no domingo, os níveis de financiamento.

“Ainda há tempo para que os líderes do G20 realmente enfrentem essa emergência,” disse.

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