November 18, 2014 / 5:07 PM / 4 years ago

Farc confirmam sequestro de general colombiano mas dizem querer retomar negociação de paz

HAVANA (Reuters) - Os rebeldes da guerrilha colombiana Farc confirmaram em comunicado nesta terça-feira que sequestraram o general do Exército da Colômbia Rubén Darío Alzate, cuja captura no domingo levou o governo da Colômbia a suspender as negociações de paz, mas disseram que pretendem discutir a situação para retomar o diálogo.

Negociador das Farc Pastor Alape concede entrevista em Havana. 18/11/2014 REUTERS/Enrique De La Osa

O processo de paz na Colômbia, que busca acabar com um antigo conflito armado e deveria ter sido retomado na terça-feira, está suspenso, depois que o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, determinou à sua equipe de negociação que não viaje a Havana até que o general Alzate seja libertado junto a duas outras pessoas.

“Os três foram capturados por nossas unidades, pela razão de que se trata de pessoal militar inimigo, que se move no exercício de suas funções na área de operações de guerra”, disseram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em nota.

O militar colombiano foi detido quando desembarcou de um barco civil e sem guarda-costas, em uma vila próxima à cidade de Quibdo. Sua captura colocou dúvidas sobre as negociações realizadas em Havana, que em dois anos conseguiram mais progresso do que todas as tentativas anteriores.

“Estamos dispostos a encontrar uma solução rápida, tranquila e justa para este problema”, disse em uma coletiva de imprensa Pablo Catatumbo, um dos negociadores das Farc em Havana.

Enquanto isso, as forças militares colombianas enviaram tropas à região onde o general foi capturado. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha também está trabalhando para garantir a libertação, assim como Cuba e Noruega, países garantidores do processo de paz.

“O compromisso das Farc está sendo testado. De sua decisão depende seguir avançando até o fim do conflito e a reconciliação”, disse na noite de segunda-feira o presidente colombiano, que conseguiu a reeleição com promessas de buscar um acordo de paz.

Apesar de as partes estarem sentadas à mesa de negociações, os enfrentamentos, ataques e bombardeios na selva e nas montanhas colombianas continuam, em um conflito que já dura meio século e deixou 200.000 mortos e milhões de desabrigados.

“Queremos que este impasse seja resolvido o mais rápido possível para que o processo siga avançando sem sobressaltos até o acordo final”, declarou o representante das Farc Pastor Alape, em Cuba. “Seguiremos em Havana trabalhando pela paz e dispostos a continuar as conversações.”

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