December 5, 2014 / 9:14 PM / in 3 years

Aumenta revolta contra policial inocentado de morte por sufocamento em Nova York

NOVA YORK (Reuters) - Milhares de manifestantes eram esperados nas ruas de Nova York nesta sexta-feira, o terceiro dia de protestos contra a violência policial, mesmo depois que promotores disseram estar cogitando acusar um policial por ter matado a tiros um homem negro desarmado em novembro.

A protester, demanding justice for Eric Garner, holds a placard while staging a "die-in" with dozens of others in downtown White Plains, New York December 5, 2014. Protesters swarmed streets of Manhattan and other cities for a second night of mostly peaceful rallies to denounce a New York grand jury's decision to spare a white police officer from criminal prosecution in the choking death of an unarmed black man. The reaction to Wednesday's decision not to indict officer Daniel Pantaleo for his role in the videotaped confrontation that left 43-year-old Eric Garner dead echoed a wave of outrage sparked nine days earlier by a similar outcome in the fatal shooting of an unarmed black teenager by a white policeman in Ferguson, Missouri. REUTERS/Adrees Latif (UNITED STATES - Tags: CRIME LAW CIVIL UNREST POLITICS)

A morte de Akai Gurley, de 28 anos, em uma escadaria às escuras no bairro do Brooklyn se somou a uma sequência de ações policiais envolvendo negros desarmados que inflamaram as tensões raciais nos Estados Unidos.

Desde quarta-feira, quando um júri de Nova York inocentou o policial Daniel Pantaleo por ter matado Eric Garner, homem de 43 anos e pai de seis filhos, com uma chave de braço em julho, a cidade testemunhou duas noites de manifestações raivosas, ainda que essencialmente pacíficas.

A decisão foi anunciada nove dias depois que outro júri se recusou a indiciar um policial branco pela morte de um adolescente negro desarmado em agosto na cidade de Ferguson, no Missouri, desencadeando tumultos no subúrbio de St. Louis.

Na quinta-feira, em Phoenix, no Estado do Arizona, outro negro desarmado foi morto a tiros por um policial branco durante uma briga, levando a protestos no local.

“O governo criou um monstro, e monstro agora está solto”, disse Soraya Soi Free, de 45 anos, enfermeira e ativista do Bronx que tem participado dos protestos nova-iorquinos.

Uma vigília por Gurley está marcada para a noite desta sexta-feira, e seu enterro será no sábado. O Reverendo Al Sharpton, líder de direitos civis, fará o elogio fúnebre.

O procurador federal do Brooklyn, Kenneth Thompson, declarou nesta sexta-feira que irá convocar um júri para analisar possíveis acusações contra o policial que matou Gurley, relatou o jornal Wall Street Journal. O policial, Peter Liang, afirmou que sua arma disparou acidentalmente.

Em uma coletiva de imprensa com familiares de Gurley nesta sexta-feira, Kevin Powell, presidente do grupo ativista BK Nation, classificou a morte decorrente do disparo como parte de “uma série de linchamentos modernos”.

Em lágrimas, a mãe de Gurley, Sylvia Palmer, exigiu justiça para o filho.

Entre outros eventos planejados para esta sexta-feira em Nova York está uma vigília à luz de velas para Garner.

O Occupy Wall Street, movimento surgido em 2011 para protestar contra a desigualdade econômica, iria realizar um “desabafo” na tarde desta sexta-feira em Manhattan contra a decisão do caso Garner, disse Sumumba Sobukwe, de 46 anos, um dos organizadores do grupo.

  (Por Sebastien Malo Joseph Ax, com reportagem adicional de Frank McGurty, Ellen Wulfhorst e Jonathan Kaminsky)

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