July 22, 2015 / 11:45 AM / 3 years ago

Manifestantes entram em confronto com polícia turca pela segunda noite após ataque

Manifestantes queimam pneus em protesto na cidade turca de Diyarbakir. 21/07/2015 REUTERS/Sertac Kayar

ISTAMBUL (Reuters) - A polícia turca prendeu pelo menos 11 pessoas durante a noite depois que protestos contra o governo em decorrência de um atentado suicida atribuído ao Estado Islâmico se tornaram violentos em Istambul e outras cidades.

Dois policiais foram encontrados mortos, com um tiro na cabeça, em uma casa na cidade de Sanliurfa, no sudeste do país, disseram fontes do setor de segurança, embora não tenha ficado imediatamente claro se as mortes estavam relacionada com os distúrbios.

Os protestos irromperam em mais de dez bairros em Istambul na tarde de terça-feira, bem como em cidades no sudeste, região predominantemente curda, após o atentado de segunda-feira na cidade curda de Suruc, perto da fronteira com a Síria, no qual foram mortas 32 pessoas. Também houve protestos durante a noite na capital, Ancara, onde manifestantes carregavam fotos de pessoas mortas no ataque, bem como faixas da federação da juventude, da qual muitas vítimas eram membros.

Aliados da Turquia na Otan manifestaram preocupação com o controle da fronteira turco-síria, que em partes corre em paralelo com territórios controlados pelo Estado Islâmico na Síria. Cerca de 1,8 milhão de refugiados sírios vivem no lado turco e o contrabando é rotineiro.

Boa parte dos curdos da Turquia e também partidários da oposição suspeitam que o presidente Tayyip Erdogan e o partido no poder, o AKP, dão um apoio velado ao Estado Islâmico contra combatentes curdos na Síria, algo que o governo tem repetidamente negado.

“Estado Islâmico assassino, Erdogan e AKP, colaboradores”, gritavam alguns dos manifestantes enquanto percorriam uma grande avenida comercial no bairro de Kadikoy, em Istambul, antes de a polícia disparar gás lacrimogêneo e canhões de água quando eles se recusaram a se dispersar.

Reportagem adicional de Seyhmus Cakan, em Diyarbakir, e Mert Ozkan, em Ancara

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