July 24, 2015 / 12:08 PM / 3 years ago

Primeira vacina contra malária recebe aval de órgão europeu e será analisada pela OMS

LONDRES (Reuters) - A primeira vacina do mundo contra a malária recebeu luz verde nesta sexta-feira do órgão regulador europeu de medicamentos, que a considerou segura e eficaz para ser usada em bebês na África em áreas de risco da doença transmitida por mosquitos.

Funcionário do governo tirando amostra de sangue para teste de malária em Miamar. 16/12/2014 REUTERS/Astrid Zweynert

A dose, chamada Mosquirix e desenvolvida pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline e a PATH Malaria Vaccine Initiative, pode se tornar a primeira vacina humana licenciada contra essa doença parasitária e ajudar a evitar milhões de casos da malária, que mata muita gente nos países onde é endêmica.

A vacinda ainda enfrenta obstáculos antes de ser lançada na África, com o aval de governos e outros financiadores, pois oferece apenas uma proteção parcial.

A Mosquirix, também conhecida como RTS,S e cofinanciada pela Fundação Bill & Melinda Gates, será agora estudada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que informou nesta sexta-feira que iria começar uma avaliação em outubro sobre quando e onde a vacina poderia ser usada. A OMS tem como objetivo fazer uma recomendação em novembro.

“Vamos olhar para a vacina a partir do ponto de vista da saúde pública”, disse o porta-voz da OMS Gregory Hartl. “Precisamos pensar atentamente sobre a melhor forma de acrescentar -e se a acrescentar- uma vacina contra a malária em certas áreas onde a malária é endêmica.”

A malária é uma das maiores causas de morte de crianças no mundo, pois a cada minuto uma criança morre da doença. A enfermidade infecta cerca de 200 milhões de pessoas por ano e matou cerca de 584.000 em 2013, na grande maioria bebês na África Subsaariana.

Andrew Witty, CEO da GSK, disse que a opinião favorável da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) foi um passo importante no sentido de tornar a vacina a primeira disponível no mundo contra a malária.

“Embora a RTS,S por si só não seja a resposta completa à malária, o seu uso junto com outras medidas, como mosquiteiros e inseticidas, daria uma contribuição muito significativa para controlar o impacto da malária em crianças nessas comunidades africanas que mais precisam dela”, disse.

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