August 31, 2015 / 7:01 PM / 3 years ago

Imigrantes chegam à Alemanha; sistema de asilo da UE sofre colapso

Por Karin Strohecker e Marton Dunai

Supostos imigrantes desembarcam de um trem procedente da Hungria, na estação ferroviária de Viena, na Áustria, nesta segunda-feira. 31/08/2015 REUTERS/Leonhard Foeger

VIENA/MUNIQUE (Reuters) - Trens com imigrantes chegaram na Áustria e na Alemanha nesta segunda-feira procedentes da Hungria, enquanto as regras do sistema de asilo da União Europeia sofriam um colapso sob a pressão de uma onda imigratória sem precedentes no bloco.

À medida que milhares de homens, mulheres e crianças, muitos fugindo da guerra civil na Síria, continuavam chegando do leste, autoridades deixavam os imigrantes seguirem viagem rumo à Alemanha, destino preferido de muitos.

O fluxo representa uma crise para a União Europeia, que eliminou controles fronteiriços entre os 26 países da área Schengen, mas exige que os candidatos a asilo entrem com o pedido no primeiro país que entram no bloco, uma regra frequentemente ignorada.

De acordo com as regras da UE, o porta-voz da polícia austríaca disse que só aqueles que ainda não haviam pedido asilo à Hungria poderiam entrar, mas a pressão da quantidade enorme de pessoas prevaleceu e, como se relatou a presença de poucos policiais e oficiais de fronteira na vizinhança, o trem foi adiante aparentemente com todos os passageiros ainda a bordo.

Muitos dos refugiados que desembarcaram na estação de Viena nesta segunda-feira correram imediatamente para pegar trens para a Alemanha diante do olhar passivo de policiais que preferiram não intervir, disseram testemunhas.

“Graças a Deus ninguém pediu um passaporte... sem polícia, sem problema”, contou Khalil, de 33 anos, professor de inglês de Kobani, na Síria, acompanhado da esposa e da filha, tossindo e chorando em seus braços, na estação de Viena.

Ele descreveu como ele e sua família conseguiram comprar passagens em Budapeste e seguir para Hamburgo, na Alemanha, acrescentando ter certeza de que iriam ter uma acolhida melhor ali depois de cruzar os Bálcãs e a Hungria.

“Quanto à Alemanha, os sírios chamam (a chanceler Angela) Merkel de ‘Mama Merkel’”, acrescentou, referindo-se à reação relativamente compassiva da líder alemã na crise dos imigrantes até o momento.

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