15 de Setembro de 2015 / às 12:00 / 2 anos atrás

Latinos protestam contra Trump e entram em confronto com partidários de candidato

DALLAS, Estados Unidos (Reuters) - Um comício do pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos Donald Trump produziu algumas das cenas mais duras de conflito em sua campanha, quando centenas se reuniram para protestar contra as posições do republicano sobre a imigração e entraram em confronto com partidários dele que deixavam o local.

Manifestantes em protesto contra Donald Trump em Dallas, nos Estados Unidos. 14/09/2015 REUTERS/Mike Stone

Dentro da reunião na arena esportiva American Airlines Center, os maiores aplausos dos milhares de participantes irromperam quando o principal candidato republicano disse que era hora de deter a imigração ilegal.

“É um enorme problema”, disse Trump, enquanto a multidão em torno dele bradava e agitava cartazes da campanha de Trump e bandeiras norte-americanas. Mas quando o comício terminou, os defensores caminharam até seus carros em meio a manifestantes, em boa parte latino-americanos, gritando “Tenham vergonha”.

Alguns retrucavam, gritando: “Coloquem-nos para fora!” A polícia se esforçou para manter os dois lados separados.

Trump, um empresário de Nova York que se tornou político, disse que iria deportar os 11 milhões de pessoas que se estima vivam nos Estados Unidos ilegalmente e construir um muro entre os EUA e o México. Em um discurso em 16 de junho para o lançamento de sua campanha, ele disse, referindo-se às pessoas atravessando a fronteira com o México: “Estão trazendo drogas, estão trazendo crime, são estupradores”.

Seus comentários atraíram críticas imediatas, mas nas semanas que se seguiram Trump garantiu que sua popularidade entre os latinos não havia sido abalada.

A população de Dallas é formada por 42 por cento de brancos e 51 por cento de hispânicos, mas na multidão de cerca de 20 mil pessoas que foi ver Trump era difícil ver latinos.

Trump falou longamente sobre uma vasta gama de tópicos, desde a renegociação dos acordos comerciais com a China e o Japão à substituição do plano de saúde aprovado no governo do presidente Barack Obama, atraindo risadas e aplausos, apesar de muitos participantes terem começado a deixar o local antes de ele terminar o discurso.

Reportagem adicional de Chris Dignam

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