September 23, 2015 / 12:44 PM / 3 years ago

Líderes da UE discutem liberação de recursos para acolher refugiados da Síria

BRUXELAS (Reuters) - Em uma cúpula de emergência nesta quarta-feira, líderes da União Europeia podeam prometer bilhões de euros em novos financiamentos para acolher os refugiados sírios, e também vão tentar remendar as divisões amargas sobre a crise migratória.

Imigrantes caminham na direção da fronteira austríaca a partir de Hegyeshalom, na Hungria. 23/09/2015 REUTERS/Leonhard Foeger

O encontro em um jantar, um dia depois de os ministros do Interior superarem objeções de quatro Estados do leste europeu e aprovarem a distribuição dos requerentes de asilo pelo bloco de acordo com cotas nacionais obrigatórias, os líderes de governo vão tentar se concentrar em maneiras de reduzir o influxo de imigrantes, que atingiu recordes este ano.

Mas os ânimos estão exaltados, já que as multidões e respostas diferentes dos governos levaram ao fechamento das fronteiras dentro do espaço Schengen, por onde os membros do bloco transitam sem passaporte, e os diplomatas preveem atitudes teatrais por parte de alguns dos líderes dos 28 países da UE, pois buscam reforçar o apoio de seu eleitorado em face do temor da população em relação aos imigrantes.

A chanceler alemã, Angela Merkel, pode enfrentar críticas por sua atitude no mês passado de apoio à chegada de mais sírios, uma ação que alguns de seus vizinhos do leste dizem que alimentou o influxo.

O recém-reeleito primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, vão ouvir apelos do norte europeu para que utilizem mais apoio dos parceiros da UE para reforçar o controle nas fronteiras do bloco no Mediterrâneo.

A decisão de estabelecer o princípio de realocação dos requerentes de asilo era uma das principais exigências da Itália, que busca acabar com uma regra segundo a qual eles devem permanecer no primeiro Estado da UE por onde entram. Países do norte acusam a Itália e a Grécia de minar o espaço Schengen simplesmente deixando os imigrantes passarem para outras nações.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, deve apresentar uma defesa robusta da cerca de metal que o país ergueu para impedir a entrada de imigrantes e de sua visão, compartilhada por alguns outros Estados ex-comunistas, de que a imigração muçulmana é indesejável.

Seu aliado eslovaco, o primeiro-ministro Robert Fico, disse que vai contestar em tribunais da UE a decisão sobre a crise adotada na terça-feira por maioria de votos, que impôs cotas aos Estados para receberem até 120 mil requerentes de asilo, vindos principalmente da Itália e da Grécia.

No entanto, muitos líderes e as autoridades da UE que estão organizando a cúpula -que não vai tomar decisões jurídicas formais- estão ansiosos por deixar em segundo plano a questão da realocação dos imigrantes e refugiados.

Os líderes também querem buscar uma frente comum, na esperança de persuadir menos sírios a arriscar a viagem, e também implementar acordos para criar centros de acolhimento garantidos pela UE na Grécia e na Itália para o cadastramento dos que chegam.

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