24 de Setembro de 2015 / às 15:40 / em 2 anos

Papa pede a Congresso dos EUA que rejeite "hostilidade" sobre imigração

WASHINGTON (Reuters) - O papa Francisco disse ao Congresso dos Estados Unidos nesta quinta-feira que os EUA devem evitar a hostilidade contra os imigrantes e tratá-los humanamente, abordando diretamente um tema espinhoso que divide o país e atiça o debate da campanha presidencial de 2016.

Papa Francisco discursa no Congresso dos EUA, observado pelo vice-presidente Joe Biden e o presidente da Câmara, John Boehner. 24/09/2015 REUTERS/Kevin Lamarque

No primeiro discurso de um papa no Congresso, o pontífice argentino disse que os EUA “não devem repetir os pecados e os erros do passado” ao lidar com imigrantes.

“Construir uma nação nos conclama a reconhecer que precisamos nos identificar com os outros constantemente, rejeitando uma mentalidade hostil”, afirmou Francisco, de 78 anos, à legislatura de maioria republicana.

A aversão aos imigrantes ilegais tem recebido destaque na corrida para a indicação republicana à eleição. Donald Trump, pré-candidato republicano favorito nas pesquisas, afirma que vai deportar 11 milhões de imigrantes sem documentos se for eleito para a Casa Branca, e acusou o México de enviar estupradores e outros criminosos pela fronteira dos países vizinhos.

O pontífice, que falou em inglês aos parlamentares e outras lideranças que lotaram a Câmara dos Deputados, disse que os EUA não devem se exasperar com a quantidade de imigrantes que tentam fazer do país seu novo lar.

“Não devemos ficar aturdidos com os números, mas sim vê-los como pessoas, olhando-os na cara e ouvindo suas histórias, tentando reagir da melhor maneira que pudermos à sua situação. Reagir de uma maneira que seja sempre humana, justa e fraternal”, afirmou.

O papa descreveu a si mesmo como “um filho de imigrantes” da Itália que se radicaram na Argentina no século passado.

Vários pré-candidatos republicanos estavam na plateia, entre eles Ben Carson, que causou polêmica nesta semana ao dizer que um muçulmano não deveria ser presidente dos Estados Unidos.

Francisco falou ao Congresso um dia depois de tratar de outros temas políticos, como a mudança climática e a desigualdade, em um discurso na Casa Branca na quarta-feira, primeiro dia de compromissos de sua viagem de seis dias pelo país.

Reportagem aditional de David Lawder, Patricia Zengerle e Susan Heavey

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