24 de Setembro de 2015 / às 20:34 / 2 anos atrás

PDT deve ficar com um ministério após reforma e quer manter Trabalho

Ministro do Trabalho, Manoel Dias, fala ao telefone celular durante visita a abrigo de igreja em São Paulo. 28/04/2014 REUTERS/Nacho Doce

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O PDT ficará com apenas um ministério na reforma que está sendo articulada pela presidente Dilma Rousseff e pretende se manter no comando do Ministério do Trabalho, disse nesta quinta-feira o atual titular da pasta, Manoel Dias, que acrescentou que, apesar de estar no governo, o partido terá candidato próprio à Presidência em 2018.

Dias, um dos cotados para deixar o governo com a reforma ministerial, disse que o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, recentemente filiado ao PDT, é o nome cotado para ser candidato a presidente pelo partido. Ele disse ainda que “está ministro, não é ministro” e que, na reforma em gestação no Palácio do Planalto, as pastas do Trabalho e da Previdência devem ser fundidas.

“O PDT não terá dois ministérios. Terá apenas um ministério“, disse Dias a jornalistas antes da inauguração de uma agência no Ministério do Trabalho no Rio de Janeiro. Ele também fez críticas à possível fusão entre Trabalho e Previdência.

“São dois ministérios muito fortes e por três vezes já se fez essa junção e a última vez durou seis meses. Os dois ministérios têm muitos postos de atendimento e a fusão pode afetar a ponta, o atendimento Brasil afora”, disse.

O ministro citou figuras históricas ligadas ao PDT e ao trabalhismo, como Leonel Brizola e os ex-presidentes João Goulart e Getúlio Vargas, para justificar a preferência do partido pelo Ministério do Trabalho.

“É um ministério que tem tudo a ver conosco. Foi Vargas que o criou, tivemos João Goulart como ministro... Claro que do ponto de vista político, a preferência é pelo Ministério do Trabalho, e do ponto de vista ideológico, programático e histórico também.”

Apesar de afirmar que o PDT está disposto a colaborar para acalmar os ânimos políticos no país, Dias declarou que o pacto com o governo tem data de validade: as eleições de 2018.

E a escolha do PDT deverá recair sobre Ciro, que junto com seu irmão, o ex-governador Cid Gomes, e outros nomes de seu grupo político, entrou recentemente no PDT com vistas à candidatura presidencial.

“É um desejo e um dever do nosso partido propor um modelo de país que nós sonhamos e a filiação do ex-governador Ciro Gomes e outros nomes nos ajuda. O quadro político hoje é complicado e o PDT pode ter candidato... e podemos ser a alternativa no campo popular com o Ciro Gomes.”

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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