1 de Outubro de 2015 / às 14:55 / 2 anos atrás

Aliados de Assad, incluindo o Irã, preparam ataque terrestre na Síria

BEIRUTE (Reuters) - Centenas de tropas iranianas chegaram à Síria nos últimos 10 dias e em breve se unirão às forças do governo sírio e a seus aliados libaneses do Hezbollah para uma grande ofensiva apoiada por ataques aéreos da Rússia, disseram à Reuters duas fontes libanesas.

Membro de defesa civil tenta debelar as chamas que atingem um veículo militar na base controlada por rebeldes do Movimento Ahrar al-Sham, alvo do que ativistas dizem ser ataques aéreos russos em Idlib. 1/10/2015 REUTERS/Khalil Ashawi

“Os ataques aéreos (russos) serão, no futuro próximo, acompanhados de avanços terrestres do Exército sírio e seus aliados”, afirmou uma das fontes a par dos desdobramentos políticos e militares do conflito. “É possível que as operações terrestres a seguir se concentrem no interior de Idlib e de Hama”, acrescentou.

As duas fontes disseram que a operação terá como meta recapturar territórios que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, perdeu para os rebeldes. Isso indica uma aliança militar emergente entre a Rússia e os outros dois principais aliados de Assad, o Irã e o Hezbollah, tendo como foco a retomada de áreas do noroeste da Síria capturadas por insurgentes.

“A vanguarda das forças terrestres iranianas começou a chegar à Síria: soldados e oficiais, especificamente para participar nesta batalha. Não são conselheiros... falamos de centenas, com equipamento e armas. Eles serão seguidos por outros mais”, disse a segunda fonte. Iraquianos também participarão da operação, segundo o informante.

Até agora, o apoio militar iraniano direto a Assad se deu sobretudo na forma de conselheiros militares. O Irã também mobilizou combatentes de milícias xiitas, inclusive iraquianos e alguns afegãos, para lutar ao lado das forças governamentais sírias. O grupo Hezbollah, que tem apoio do Irã, vem combatendo juntamente com o Exército sírio desde o início do conflito.

A Força Aérea russa iniciou os bombardeios na Síria na quarta-feira, visando áreas próximas das cidades de Homs e Hama, no oeste do país, onde as forças de Assad enfrentam uma variedade de grupos insurgentes, mas não o Estado Islâmico, que se concentra mais no norte e no leste.

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