October 2, 2015 / 11:45 AM / 3 years ago

Papa não deu apoio incondicional a tabeliã dos EUA sobre casamento gay, diz Vaticano

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco não pediu para se encontrar com uma tabeliã de um condado do Estado norte-americano do Kentucky que havia sido presa por se recusar a emitir certidões de casamento para casais homossexuais, e não ofereceu apoio incondicional a ela, disse o Vaticano nesta sexta-feira.

Papa Francisco durante missa na Praça de São Pedro, no Vaticano. 30/09/2015 REUTERS/Max Rossi

Buscando limitar a controvérsia após a reunião da semana passada em Washington entre o papa e Kim Davis, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que a mulher foi uma entre “várias dezenas” de pessoas convidadas pelo embaixador do Vaticano para ver Francisco.

“O papa não entrou em detalhes sobre a situação da sra. Davis, e seu encontro com ela não deve ser considerado uma forma de apoio a sua posição em todos os seus aspectos específicos e complexos”, disse Lombardi em um comunicado.

O encontro com Kim, originalmente mantido em segredo, decepcionou muitos católicos liberais, mas encantou os conservadores, que o viram como um sinal de que o papa estava claramente condenando a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Um alto funcionário do Vaticano, que não quis ser identificado, disse que houve um “sentimento de arrependimento” dentro da Santa Sé sobre o encontro, que provocou um amplo debate nos EUA, ofuscando quase todos os outros aspectos da visita do papa.

Ele acrescentou que Kim estava em uma fila de pessoas que o papa havia conhecido na embaixada do Vaticano em Washington antes de partir para Nova York.

“A única verdadeira audiência concedida pelo papa na Nunciatura (embaixada do Vaticano) foi para um de seus ex-alunos e sua família”, disse o comunicado.

Kim foi presa por cinco dias em setembro por se recusar a cumprir a ordem de um juiz a emitir certidões de casamento, conforme decisão da Suprema Corte. Ela declarou que suas crenças como cristã apostólica a impedem de conceder as certidões de casamento para casais do mesmo sexo. Sua igreja pertence a um movimento protestante conhecido como Pentecostalismo Apostólico.

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