2 de Outubro de 2015 / às 15:47 / em 2 anos

Xerife do Oregon diz que não vai "glorificar" ataque identificando assassino

ROSEBURG, Estados Unidos (Reuters) - O xerife do Estado norte-americano do Oregon que investiga a morte de nove pessoas na sala de aula de uma faculdade na quinta-feira se recusou a identificar o atirador, dizendo que não quer dar fama ao autor do ataque.

Pessoas participam de homenagem a vítimas de ataque na faculdade Umpqua Community College, em Roseburg, Oregon. 01/10/2015 REUTERS/Steve Dipaola

Um dia depois dos disparos no Umpqua Community College de Roseburg, os moradores da tranquila cidade madeireira ainda sofriam para entender o maior massacre cometido este ano nos Estados Unidos. O atirador ainda feriu sete pessoas e morreu em uma troca de tiros com a polícia.

Fontes das forças de segurança confirmaram relatos que identificaram o suspeito como Chris Harper-Mercer, de 26 anos, que vivia com a mãe na cidade vizinha de Winchester.

Em uma publicação em um blog atribuída a ele, Harper-Mercer disse ter vibrado com as manchetes geradas por Vester Flanagan, o homem que matou dois jornalistas a tiros durante uma transmissão ao vivo de TV na Virgínia, em agosto, antes de se matar.

“Um homem que ninguém conhecia agora é conhecido por todos... parece que quanto mais gente você mata, mais fica no centro das atenções”, dizia o comentário.

Adotando uma medida altamente incomum, o xerife do condado de Douglas, John Hanlin, prometeu jamais pronunciar o nome do atirador e disse que deixará que o médico legista o identifique.

“Não quero glorificar seu nome. Não quero glorificar sua causa”, afirmou Hanlin, defensor explícito do porte de armas, à rede CNN.

O agressor invadiu a sala de aula da faculdade, que atende sobretudo alunos mais velhos passando por transições na carreira, atirou em um professor à queima-roupa e depois mandou que os estudantes se levantassem e informassem sua religião antes de matar um por um, de acordo com relatos dos sobreviventes.

Poucas horas depois do massacre, o presidente dos EUA, Barack Obama, se mostrou visivelmente revoltado ao exortar os norte-americanos a pressionar seus líderes eleitos para que aprovem leis mais rígidas para o controle de armas.

“De alguma maneira isto se tornou rotineiro. O relato é rotineiro. Minha resposta aqui, neste pódio, acaba sendo rotineira”, declarou. “Estamos ficando anestesiados a isto”.

Reportagem adicional de Jane Ross em Roseburg; Shelby Sebens em Portland; Curtis Skinner em São Francisco; Sharon Bernstein em Sacramento; Fiona Ortiz em Chicago; Jeff Mason e Robert Rampton em Washington; Dan Whitcomb, Piya Sinha-Roy e Daina Beth Solomon em Los Angeles; e Katie Reilly em Nova York

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