2 de Outubro de 2015 / às 16:18 / 2 anos atrás

Dilma reduz 8 ministérios, anuncia corte de gastos e defende fortalecimento da base

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira a esperada reforma administrativa e ministerial com a redução de oito dos 39 ministérios de seu governo, para cortar gastos e fortalecer a base aliada no Congresso, num cenário de recessão econômica e risco de impeachment.

Presidente Dilma Rousseff anuncia reforma ministerial em cerimônia no Planalto. 02/12/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

Dilma defendeu a articulação política que levou a uma dança das cadeiras e aumentou a participação do PMDB no governo, apesar das crises frequentes entre o Planalto e a bancada no Congresso, alegando a necessidade de estabilidade política para que o país obtenha estabilidade econômica.

“Precisamos de estabilidade política por isso essa reforma tem propósito de estabilizar a base, buscando maioria no Congresso. Estamos tornando a coalizão de governo mais equilibrada, fortalecendo a relação com partido e parlamentares”, afirmou a presidente.

“Trata-se de articulação política que respeite os partidos que fizeram parte da coalização que me elegeu e que tem direito e dever de governar comigo”, disse.

A chegada de Jaques Wagner à Casa Civil, antes ocupada por Aloizio Mercadante, que retorna ao Ministério da Educação, sinaliza uma importante mudança na articulação. Seu nome era defendido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o posto desde o início deste segundo mandato de Dilma.

A presidente, no entanto, não queria tirar Mercadante, seu homem de confiança e Wagner acabou como ministro da Defesa.

“Essa reforma é uma reforma que o presidente Lula vem defendendo desde o final do ano passado, e hoje a gente consolida aí nomes importantes que sem dúvida nenhuma vão ajudar muito a presidenta Dilma”, disse o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS).

Na reforma, o PMDB ficou sete pastas, mas ganhou peso em um ministério que foi reduzido de 39 para 31 ministérios. Não apenas por ocupar mais espaço, mas por ter pastas com orçamentos maiores, como a Saúde.

Dilma também conseguiu atrair o PDT de volta ao governo ao entregar o Ministério das Comunicações, a ser ocupado pelo deputado André Figueiredo.

Além de reorganizar politicamente o governo, a presidente deu o sinal que o Palácio do Planalto havia prometido à sociedade, reduzir seus próprios custos. Foi criada uma Comissão Permanente para a Reforma do Estado, que continuará estudando formas de melhorar o custeio da máquina.

Dilma anunciou que as mudanças devem gerar uma economia de 20 por cento nos gastos de custeio e contratação de serviços de terceiros e de 10 por cento na remuneração de ministros.

Além da redução dos ministérios e redução de salários dos ministros, o governo criou uma central para controlar o uso de carros das instituições públicas, colocou limites nos gastos com telefones e passagens áreas, metas para redução de consumo  de água e eletricidade e ainda rever todos os contratos de alugueis e de serviços terceirizados.

“Vamos rever todo o uso do patrimônio da União e tornar mais eficiente o uso de imóveis. Só tem sentido ficar com imóveis que servem para políticas públicas. A União não pode continuar sendo uma grande imobiliária”, acrescentou a presidente.

Reportagem de Lisandra Paraguassu, Leonardo Goy; e Marcela Ayres

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