October 8, 2015 / 9:53 PM / 3 years ago

Não há espaço para erros dos bancos centrais em meio a "novo medíocre"

LIMA (Reuters) - Os bancos centrais têm pouco espaço para erros em um mundo de baixo crescimento no qual economias emergentes excessivamente alavancadas e dependentes de commodities e uma China em desaceleração representam riscos maiores, afirmaram autoridades internacionais em encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI), nesta quinta-feira.

    Apesar do afrouxamento monetário de 7 trilhões de dólares de BCs em países industriais desde a crise financeira global, o mundo está preso em um padrão de crescimento chamado de “novo medíocre” disse a chefe do FMI, Christine Lagarde.

    A reunião do FMI ocorre num momento em que o Banco do Japão parece prestes a aumentar seu programa de impressão de dinheiro conforme olha para seu quinto ano em recessão.

O Banco Central Europeu (BCE) também deve estender seu programa de impressão —ou quantitative easing (QE)—, ao passo que os dois maiores BCs que estão mais perto de elevar as taxas de juros, o Federal Reserve dos Estados Unidos e o Banco da Inglaterra, estão segurando seu poder de fogo.

    “Não é o tipo de economia em que você pode cometer erros”, disse o presidente do BC britânico, Mark Carney, durante a reunião.

    TURBULÊNCIA NOS EMERGENTES

    Muitos mercados emergentes, outrora economias de maior crescimento no mundo, estão agora em crise. O Brasil está enfrentando uma crise de liderança e está em recessão. A Rússia está envolvida em conflitos na Ucrânia e na Síria e tem sido impactada pelos baixos preços do petróleo.

    O crescimento da China está diminuindo o ritmo, embora Lagarde tenha mostrado otimismo quanto a uma desaceleração administrável.

    Embora os programas de impressão de dinheiro dos BCs no mundo tenham estancado as perdas no setor financeiro, eles falharam em alcançar seu objetivo de impulsionar o crédito global.

    O FMI estima que as empresas de mercados emergentes estão sobrealavancadas em 15 por cento de sua produção, aumentando o risco de crises bancárias e de um colapso repentino no crédito.

    O FMI reduziu sua estimativa para o crescimento em economias emergentes pelo quinto ano consecutivo esta semana, citando o colapso do boom de commodities.

    O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez uma chamada nesta quinta-feira para que fundos de pensão e instituições com o caixa cheio invistam em projetos de infraestrutura, embora poucos pareçam dispostos a fazê-lo diante de retornos incertos em um mundo de baixa demanda, com o risco de contágio financeiro.

    “Há uma abundância de recursos no mundo”, disse Levy durante a reunião do FMI.

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